Mídia alternativa recebeu aumento de 33,2% de publicidade federal em 2014
Em 2014, veículos de audiência limitada e especializados em cobertura de assuntos políticos ou econômicos contaram com um aumento de 33,2% das verbas federais de em relação a 2013.
De acordo com o levantamento do blog de Fernando Rodrigues, do UOL, essa mídia alternativa — Brasil 247, Brasil de Fato , Luís Nassif, Paulo Henrique Amorim, Kennedy Alencar, carta Maior, Diário do Centro do Mundo, Fórum , Ópera Mundi e Brasil Econômico — saltou de um investimento de R$ 6,9 milhões em 2013 para R$ 9,2 milhões no ano passado.
Os números mostram quem as empresas estatais são os principais anunciantes da chamada mídia alternativa. Segundo Rodrigues, há "pouco controle e quase nenhuma transparência sobre os gastos de propaganda das empresas comandadas pelo Palácio do Planalto".
O jornalista revela que os dados sobre a publicidade do governo são liberados apenas através de um pedido por meio da Lei de Acesso à Informação.
Petrobras (e subsidiárias), Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil são as estatais que mais apostaram em publicidade nos veículos alternativos.
Questionada sobre os critérios para contratar publicidade nos sites alternativos, a Secom disse que usa “pesquisas e dados técnicos de mercado para identificar e selecionar a programação mais adequada'.
Acompanhe os gastos do governo com a mídia alternativa:
Tabela mostra gastos de publicidade estatal com mídia alternativa




