Microsoft substitui jornalistas do site MSN do Reino Unido e dos EUA por inteligência artificial
Não houve a renovação do contrato da Microsoft com a agência responsável pelo site MSN Brasil
Atualizado em 04/06/2020 às 10:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Jornalistas do site MSN do Reino Unido e dos Estados Unidos foram demitidos depois que a Microsoft decidiu substituí-los por software de inteligência artificial. Os profissionais eram responsáveis pela curadoria e edição de conteúdos.
Outras equipes ao redor do mundo devem ser afetadas pela decisão da Microsoft de automatizar a curadoria de seus sites de notícias.
Segundo o jornal The Guardian, os funcionários que mantêm as páginas iniciais de notícias no site MSN da Microsoft e em seu navegador Edge - usado por milhões de britânicos todos os dias - foram informados de que não serão mais necessários porque os robôs agora podem fazer seu trabalho.
A partir de julho, a página inicial do MSN no Reino Unido deixará de apresentar notícias produzidas por jornalistas da PA Media, anteriormente a Press Association. Assim, cerca de 27 pessoas empregadas pela PA Media perderam o emprego.
Os funcionários foram informados que a decisão da Microsoft de encerrar o contrato com a PA Media foi tomada como parte de uma mudança global em favor de atualizações automatizadas de notícias.
O jornal The Guardian ouviu um membro que trabalhou na equipe que disse: "Eu passo todo o meu tempo lendo sobre como a automação e a IA vão assumir todos os nossos trabalhos, e aqui estou: a AI assumiu o meu trabalho".
O profissional acrescentou que a decisão de substituir humanos por software era arriscada, pois a equipe existente tinha o cuidado de seguir “diretrizes editoriais muito rígidas”, o que assegurava que os usuários não tivessem contato com conteúdo violento ou inapropriado ao abrir seu navegador, de particular importância para usuários mais jovens.
Crédito:The Guardian
EUA Segundo o jornal The Seattle Times, a Microsoft não renovará os contratos de dezenas de empresas terceirizadas que trabalham no MSN dos EUA e planeja usar a inteligência artificial para substituí-los.
Cerca de 50 funcionários - contratados pelas agências Aquent, IFG e MAQ Consulting - foram notificados que seus serviços não seriam mais necessários após 30 de junho.
Alguns funcionários, falando sob condição de anonimato, disseram que o MSN usará a IA para substituir o trabalho de produção que estavam realizando. Esse trabalho inclui o uso de algoritmos para identificar as principais notícias de dezenas de parceiros de publicação e ajudar a otimizar o conteúdo reescrevendo títulos ou adicionando melhores fotografias ou apresentações de slides.
"Ele está semiautomatizado há alguns meses, mas agora está a toda velocidade", disse um dos contratados. "É desmoralizante pensar que as máquinas podem nos substituir, mas lá está você".
MSN Brasil O Portal Imprensa apurou que .
Questionada sobre o fim do contrato e sobre a possibilidade da adoção de inteligência artificial na redação brasileira, a assessoria de imprensa da Microsoft não afirmou nem negou as informações.
Apenas divulgou o seguinte posicionamento: “Como todas as empresas, avaliamos nossos negócios regularmente. Isso pode resultar em aumento do investimento em alguns lugares e, de tempos em tempos, readequação em outros. Essas decisões não são resultados da atual pandemia”.
Outras equipes ao redor do mundo devem ser afetadas pela decisão da Microsoft de automatizar a curadoria de seus sites de notícias.
Segundo o jornal The Guardian, os funcionários que mantêm as páginas iniciais de notícias no site MSN da Microsoft e em seu navegador Edge - usado por milhões de britânicos todos os dias - foram informados de que não serão mais necessários porque os robôs agora podem fazer seu trabalho.
A partir de julho, a página inicial do MSN no Reino Unido deixará de apresentar notícias produzidas por jornalistas da PA Media, anteriormente a Press Association. Assim, cerca de 27 pessoas empregadas pela PA Media perderam o emprego.
Os funcionários foram informados que a decisão da Microsoft de encerrar o contrato com a PA Media foi tomada como parte de uma mudança global em favor de atualizações automatizadas de notícias.
O jornal The Guardian ouviu um membro que trabalhou na equipe que disse: "Eu passo todo o meu tempo lendo sobre como a automação e a IA vão assumir todos os nossos trabalhos, e aqui estou: a AI assumiu o meu trabalho".
O profissional acrescentou que a decisão de substituir humanos por software era arriscada, pois a equipe existente tinha o cuidado de seguir “diretrizes editoriais muito rígidas”, o que assegurava que os usuários não tivessem contato com conteúdo violento ou inapropriado ao abrir seu navegador, de particular importância para usuários mais jovens.
Crédito:The Guardian
EUA Segundo o jornal The Seattle Times, a Microsoft não renovará os contratos de dezenas de empresas terceirizadas que trabalham no MSN dos EUA e planeja usar a inteligência artificial para substituí-los.
Cerca de 50 funcionários - contratados pelas agências Aquent, IFG e MAQ Consulting - foram notificados que seus serviços não seriam mais necessários após 30 de junho.
Alguns funcionários, falando sob condição de anonimato, disseram que o MSN usará a IA para substituir o trabalho de produção que estavam realizando. Esse trabalho inclui o uso de algoritmos para identificar as principais notícias de dezenas de parceiros de publicação e ajudar a otimizar o conteúdo reescrevendo títulos ou adicionando melhores fotografias ou apresentações de slides.
"Ele está semiautomatizado há alguns meses, mas agora está a toda velocidade", disse um dos contratados. "É desmoralizante pensar que as máquinas podem nos substituir, mas lá está você".
MSN Brasil O Portal Imprensa apurou que .
Questionada sobre o fim do contrato e sobre a possibilidade da adoção de inteligência artificial na redação brasileira, a assessoria de imprensa da Microsoft não afirmou nem negou as informações.
Apenas divulgou o seguinte posicionamento: “Como todas as empresas, avaliamos nossos negócios regularmente. Isso pode resultar em aumento do investimento em alguns lugares e, de tempos em tempos, readequação em outros. Essas decisões não são resultados da atual pandemia”.





