México é o país mais perigoso para a imprensa na América Latina; Brasil fica em 3º lugar

Ranking da organização Repórteres Sem Fronteiras contabilizou mais de 200 mortes de jornalistas desde o ano 2000.

Atualizado em 30/09/2014 às 14:09, por Redação Portal IMPRENSA.

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou nesta terça-feira (30/9) um ranking dos países mais perigosos para jornalistas na América Latina. O México aparece em primeiro lugar na lista, seguido por Colômbia, Brasil e Honduras.
Crédito:Divulgação Tim Lopes, Décio Sá, Valério Luiz e Rodrigo Neto são alguns dos jornalistas assassinados no Brasil
Segundo a EFE, entre janeiro de 2000 e setembro de 2014, 81 jornalistas foram mortos no México, 56 na Colômbia e 38 no Brasil. A organização ressalta que em Honduras, onde foram registradas 27 mortes, as estatísticas dispararam após o golpe de Estado de 2009. Ao todo, a RSF contabilizou mais de 200 assassinatos de profissionais da imprensa nos últimos 14 anos na América Latina
"Muitos desses jornalistas foram vítimas de sua ânsia de denunciar as violações dos direitos humanos, crime organizado e corrupção. Quase todos esses crimes continuam impunes até hoje, devido à falta de vontade política e de um sistema judicial eficaz", declarou entidade no comunicado.