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"Meu irmão acredita no que diz", relata familiar de jornalista britânico refém do EI

Irmã de John Cantlie fala que os extremistas sofrem uma "enorme injustiça" e que o repórter acredita em "dois terços" do que diz sobre o EI.

Pelo menos “um terço” das palavras proferidas pelo jornalista britânico John Cantlie durante os vídeos de propaganda do grupo extremista Estado Islâmico (EI) refletem realmente o que pensa o ex-correspondente. É o que assegura Jessica, irmã do repórter sequestrado pelos fundamentalistas.
Crédito:Reprodução/Facebook "Meu irmão acredita no que diz", relata familiar de jornalista britânico refém do EI Irmã do jornalista John Cantlie acredita que irmão acredite no que fala em vídeos do EI
Segundo RT, a parente do jornalista acredita que o britânico é uma pessoa com princípios e não mentiria, apesar de estar sequestrado com o risco de ser assassinado a qualquer instante. “Eu nunca vou fazer apologia (aos extremistas). Mas todas essas pessoas têm sofrido uma grande injustiça", disse Jessica. Seu irmão, John Cantlie, trabalhava como fotógrafo e produzia trabalhos freelancers.
Os materiais registrados por John eram distribuídos em veículos como o The Sunday Times, The Sun e The Sunday Telegraph . No entanto, ele foi raptado por membros do Estado Islâmico na Síria, em 2012. Sem aparecer nas câmeras, o ex-correspondente voltou ao noticiário internacional após figurar como apresentador de um programa do Estado Islâmico para difundir mensagens do grupo.
Na primeira gravação, divulgada em setembro, Cantlie dizia que o governo britânico o havia abandonado e assegurou que em seus próximos vídeos mostraria "a verdade, já que a imprensa ocidental quer mais uma vez arrastar a sociedade para uma nova guerra". Nas posteriores, ele critica a estratégia militar no presidente norte-americano Barack Obama em sua luta contra os extremistas.
O jornalista afirma ainda que os milicianos esperam ansiosamente por uma guerra terrestre com o Ocidente. Recentemente, a BBC informou que Jessica Cantlie havia tentado estabelecer um "contato direto" com os militantes do grupo fundamentalista que mantêm John como refém. Em comunicado, entretanto, ela diz que não tentaria se comunicar diretamente com o EI, já que seria "um claro erro".

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