Mesmo com liberação do STF, biografia de Guimarães Rosa não deve ser relançada

Apesar da liberação das biografias não autorizadas, Alaor Barbosa dos Santos, autor da obra sobre Guimarães Rosa chamada de “Sinfonia de Minas gerais – A vida e a literatura de Guimarães Rosa”, disse que ainda não relançará o livro.

Atualizado em 30/06/2015 às 15:06, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Wikimedia commons Obra sobre Guimarães Rosa não deve ser relançada em breve, garante autor
A obra foi lançada em 2008, mas logo foi cassada e retirada de circulação pela família do escritor que, na época ganhou uma ação na justiça. Segundo O Globo , o autor declarou que, mesmo podendo publicar o volume, só vai fazer com que o livro volte às livrarias depois de passar por algumas modificações.
“Não quero recolocar o livro no mercado tal como ele está. Essa decisão do STF ainda é bastante recente, mas nem falei com meu editor ainda. Nesse meio tempo, surgiram muitos fatos novos na vida de Guimarães Rosa pela divulgação de trechos de seu diário”, afirmou.

O representante da LGE, editora que lançou o livro no ano de 2008, o advogado Daniel Campello Queirós, afirmou que o próximo passo da empresa é entrar com uma ação para reaver o prejuízo pelos sete anos que o livro foi proibido.

Segundo ele, o pedido de indenização deve chegar a R$ 600 mil. “Estamos calculando que o livro deixou de ter por volta de seis edições, com perda de R$ 100 mil cada. Nos baseamos nos números de vendagem de outras biografias, como a do cantor Tim Maia”, alegou.

Briga Judicial

Em 2008, o juiz responsável Maurício Magnus, concedeu tutela provisória ao pedido de Vilma Guimarães Rosa, filha do escritor, que acusava Alaor Barbosa dos Santos de não ter pedido sua autorização para escrever a biografia e plagiar o livro de seu pai.

Porém, em 2013, o mesmo juiz anulou a sentença dada em primeira instância, depois que uma perícia judicial rejeitou a acusação de plágio. No ano seguinte, a Câmara Cível do Rio de Janeiro negou o recurso e afirmou que em nenhum momento a intimidade do biografado foi colocada em risco.

No início deste mês, Vilma foi condenada a indenizar Alaor em R$ 50 mil, por ter ofendido o autor na época do lançamento do livro.