Mercado de TV paga sofre com “apagão de mão de obra”
Após a aplicação da Lei da TV Paga, que impôs cota de canais e conteúdo nacionais nos pacotes das operadoras, o mercado aqueceu, mas ainda sofre para se adaptar.
Atualizado em 05/06/2013 às 12:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Segundo informações da Folha de S.Paulo , a cota para programação brasileira pegou o mercado desprevenido para o aumento repentino da demanda.
"Nossos problemas são os 'es': equipe, estúdio, equipamento, elenco", diz Paulo Ribeiro, proprietário da Locall, locadora de infraestrutura para filmagens. Antes da lei, a empresa atendia pouco a séries de TV (em 2012, foram sete produções). Neste ano, no entanto, já foram cinco minisséries.
"Estimamos crescer 30% em 2013 se nos adaptarmos adequadamente para atender à demanda", afirma Ribeiro.
A dificuldade de encontrar profissionais também é sentida tanto por gigantes do setor. "Você não acha mais montador, fotógrafo, eletricista", diz o cineasta Fernando Meirelles, cuja O2 Filmes realiza trabalhos para GNT, HBO e Fox.
"O primeiro time [de profissionais] está completamente ocupado. Aí você tem que apelar para um segundo time e para uma molecada que está estreando." Contudo, "daqui a dez anos, vamos ter excelentes técnicos. Estamos formando uma geração".
Segundo Roberto d'Avila, da Moonshot Pictures, "há uma inflação dos custos de produção, porque a demanda por profissionais é maior que a oferta disponível";
O presidente da Ancine (Agência Nacional do Cinema), Manoel Rangel, diz que "há um esgotamento da capacidade de mão de obra técnica para a produção". "Precisamos ter mais roteiristas e mais formatos, além de um sistema de financiamento menos rígido e mais ágil", completa.





