Mercado de drones ganha notoriedade e expande em São Paulo

Empresas que oferecem serviços de aviões não tripulados em São Paulo começam a se proliferar na metrópole por conta da alta demanda.

Atualizado em 23/06/2014 às 19:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Com a alta demanda na cidade de São Paulo, empresas se especializam no serviço de drones (aviões não tripulados) vislumbrando atender a clientes dos mais diversos tipos. Entre eles, estão agências de publicidade, equipes de jornalismo e companhias de construção civil.
Crédito:divulgação Empresas se especializam no serviço de drones Segundo a Folha de S.Paulo , os aviões não tripulados estão cada vez mais fazendo parte da rotina de trabalho dos paulistanos. Com destaque, a empresa DroneSP fez para uma seguradora uma vistoria por meio do aparelho na cobertura da Arena Corinthians antes da abertura da Copa do Mundo. A utilização do equipamento substituiu o deslocamento físico de uma equipe de trabalhadores até o local, evitando todas as preocupações de segurança e limitações de acesso.
"Em casamentos, é possível fazer uma panorâmica da região, com a imagem se aproximando do local do evento", conta Paulo Lopes, dono da companhia criada no fim de 2013. Surgindo como alternativa para as transmissões jornalísticas, a ferramenta não representa um investimento abusivo, sendo que uma diária utilizando o serviço está avaliada em cerca de R$ 1.500, e pode chegar próxima a R$ 6.000.
Os drones pesam menos de 2 kg e podem chegar a até 150 metros de altura. "O drone fica entre o helicóptero e a grua", diz Regis Mendonça, sócio da idrone.tv. "Geralmente somos contratados por produtoras. De um ano e meio para cá houve um boom, parece que todos querem trabalhar com isso. E cresceu bastante também o número de empresas no setor”, conta o diretor da empresa, que atua no segmento desde 2010.
O recurso também tem sido utilizado no jornalismo. No ano passado, a Folha de S.Paulo usou um drone para filmar protestos. No entanto, ele apresenta limitações, como a baixa autonomia do voo. O equipamento consegue se manter no ar entre cinco e 15 minutos, conforme for o tamanho e o tipo de aparelho de filmagem que está acoplado ao avião não tripulado. Além disso, o seu uso ainda não está regulamentado no Brasil.
Avaliando as possíveis normas do setor, a Agência Nacional de Aviação Civil está programando as regras que regem a utilização dos drones no país até o fim do ano. Entre as medidas que devem estar presentes na normatização, está a limitação para o voo sobre pessoas, para evitar eventuais acidentes, e o voo não autorizado sobre bens de terceiros. "Ainda há muito a evoluir. A gente ouve falar em drones entregando pizza. Isso é muito distante... Talvez em dez anos. Hoje, não passa de publicidade", diz Mendonça.