Membro do EI conta porque jornalistas apresentavam calma antes de decapitações
Em entrevista exclusiva à Sky News, um membro do grupo radical Estado Islâmico (EI), identificado como Saleh, revelou que todos os reféns que são executados em frente às câmeras haviam "encenado" a situação uma série de vezes, o que fazia com que eles ficassem calmos, pois não sabiam quando iriam morrer.
Atualizado em 12/03/2015 às 13:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
News, um membro do grupo radical Estado Islâmico (EI), identificado como Saleh, revelou que todos os reféns que são executados em frente às câmeras haviam "encenado" a situação uma série de vezes, o que fazia com que eles ficassem calmos, pois não sabiam quando iriam morrer.
Crédito:Reprodução Jornalistas pareciam calmos porque achavam que era "encenação"
Outra estratégia era rebatizar os ocidentais com nomes árabes, para que eles se sentissem "entre amigos". É o caso do jornalista japonês Kenji Goto, executado em janeiro. Ele era chamado pelos jihadistas de Abu Saad.
Diante dos ensaios, os reféns não sabiam exatamente quando iriam morrer. Saleh disse ainda que sua função no grupo era tranquilizar os reféns e afirmar que as vidas deles não estavam em risco, mesmo sabendo que todos seriam mortos.
Uma matéria publicada pela ABC News já indicava a hipótese de que as mortes eram "ensaiadas". O The New York Times também afirmou que a prática havia sido empregada com o repórter James Foley. Sequestrado na Síria em 2012, a morte dele foi a primeira atribuída ao Jihadi Hohn, britânico que aderiu à facção.
Segundo a entrevista exibida pela emissora, o britânico é o único membro do EI que tem autorização para matar ocidentais. A Sky News informa também que o número de estrangeiros no grupo é massivo — 70% dos combatentes seriam de fora da Síria.
Assista ao vídeo:
Crédito:Reprodução Jornalistas pareciam calmos porque achavam que era "encenação"
Outra estratégia era rebatizar os ocidentais com nomes árabes, para que eles se sentissem "entre amigos". É o caso do jornalista japonês Kenji Goto, executado em janeiro. Ele era chamado pelos jihadistas de Abu Saad.
Diante dos ensaios, os reféns não sabiam exatamente quando iriam morrer. Saleh disse ainda que sua função no grupo era tranquilizar os reféns e afirmar que as vidas deles não estavam em risco, mesmo sabendo que todos seriam mortos.
Uma matéria publicada pela ABC News já indicava a hipótese de que as mortes eram "ensaiadas". O The New York Times também afirmou que a prática havia sido empregada com o repórter James Foley. Sequestrado na Síria em 2012, a morte dele foi a primeira atribuída ao Jihadi Hohn, britânico que aderiu à facção.
Segundo a entrevista exibida pela emissora, o britânico é o único membro do EI que tem autorização para matar ocidentais. A Sky News informa também que o número de estrangeiros no grupo é massivo — 70% dos combatentes seriam de fora da Síria.
Assista ao vídeo:





