Membro da Fifa culpa imprensa por fracasso da Inglaterra para sediar Copa

Membro da Fifa culpa imprensa por fracasso da Inglaterra para sediar Copa

Atualizado em 08/12/2010 às 10:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Divulgação
Junji Ogura
Junji Ogura, integrante do Comitê Executivo da Federação Internacional de Futebol (Fifa) que presidiu a candidatura do Japão para sediar a Copa do Mundo de 2022, culpou a imprensa pelo fracasso da campanha da Inglaterra para abrigar o Mundial de futebol em 2018. "O que posso dizer é que as notícias certamente tiveram uma influência na candidatura da Inglaterra", disse Ogura.

Segundo informações de agências de notícias, antes da eleição dos países que sediarão o evento esportivo nos próximos anos, a imprensa britânica publicou reportagens sobre os casos de suborno e compra de votos envolvendo dirigentes da Fifa. As matérias, veiculadas pela emissora BBC e pelo jornal Sunday Times , acusavam Nicolas Leoz, Issa Hayatou e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, de terem recebido dinheiro da empresa de marketing, a ISL, que chegou a prestar serviços para a federação.

Além disso, a imprensa britânica revelou que dois integrantes do Comitê Executivo da Fifa estariam dispostos a vender seus votos. Além disso, antigas acusações de corrupção dentro da entidade voltaram à tona na semana da votação dos países-sede da Copa.

Em outubro, o vice-presidente da Confederação de Futebol da Oceania, Reynald Temarii, também acusado de participar do esquema de corrupção, afirmou que processará o Sunday Times. Temarri pediu, ainda, uma audição em Comitê de Ética da FIFA para se defender das denúncias.

Sobre as acusações, Ogura afirmou que não recebeu oferta de suborno e que não há qualquer prova do envolvimento de dirigentes da Fifa no esquema, ainda que as denúncias tenham partido de três integrantes da federação.

Na última semana, a Fifa escolheu os países que sediarão o Mundial de futebol em 2018 e 2022. Para surpresa de muitos, Qatar e Rússia receberam a maioria dos votos, e muitas críticas dos países perdedores. "Desde o início todos sabiam que das nove candidaturas apenas duas seriam escolhidas. Os 22 votantes estavam na sala com um o advogado e um oficial. Não tem motivos para reclamação. Nós não pensamos em reformar o sistema de votos", declarou o secretário-geral da Fifa, Jeróme Valcke.

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