"Meios de comunicação são instrumentos da direita", diz presidente do Equador
Em entrevista à "Folha de S. Paulo", Rafael Correa falou sobre a Lei de Comunicação em seu país e sobre a imprensa na América Latina.
Atualizado em 21/07/2014 às 19:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Em entrevista publicada à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo , o presidente do Equador, Rafael Correa, falou sobre a lei que regulariza os meios de comunicação em seu país. "O poder midiático se converteu em um poder político. Nossos adversários no Equador não são a direita e sim seus meios de comunicação", declarou.
Crédito:Agência Brasil Presidente equatoriano defendeu regulação da mídia
O presidente concedeu entrevista na última quinta-feira (17/7), logo após a reunião do Brics - grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Correa aproveitou para defender as leis de regulamentação da mídia aprovadas em seu governo. "Você não imagina os excessos que havia na imprensa do Equador. [...] Estavam acostumados a mentir, a não dar direto de resposta, a ter o controle, a que os presidentes tremessem diante deles. Um projeto político ganhava as eleições, mas eles é que governavam. Acabou a festa", disse.
O presidente afirmou ainda que a proposta não é interferir no conteúdo da produção jornalística no Equador, mas apenas fiscalizar o que chamou de "quarto poder". "Todo poder deve ser regulado pela sociedade, por meio de lei. Imagine o poder financeiro sem regulação, o poder político sem fiscalização. [...] E o único poder em que não se pode tocar é o midiático? Temos que superar esses tabus", argumentou.
"Os meios de comunicação, que são instrumentos da direita, se aproveitam para dizer que nada vale, que o passado era melhor. Claramente há uma restauração conservadora que pode por fim a esse ciclo de governos progressistas. Precisamos estar muito atentos", avaliou Correa sobre o posicionamento da imprensa na América Latina, inclusive no Brasil.
Crédito:Agência Brasil Presidente equatoriano defendeu regulação da mídia
O presidente concedeu entrevista na última quinta-feira (17/7), logo após a reunião do Brics - grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Correa aproveitou para defender as leis de regulamentação da mídia aprovadas em seu governo. "Você não imagina os excessos que havia na imprensa do Equador. [...] Estavam acostumados a mentir, a não dar direto de resposta, a ter o controle, a que os presidentes tremessem diante deles. Um projeto político ganhava as eleições, mas eles é que governavam. Acabou a festa", disse.
O presidente afirmou ainda que a proposta não é interferir no conteúdo da produção jornalística no Equador, mas apenas fiscalizar o que chamou de "quarto poder". "Todo poder deve ser regulado pela sociedade, por meio de lei. Imagine o poder financeiro sem regulação, o poder político sem fiscalização. [...] E o único poder em que não se pode tocar é o midiático? Temos que superar esses tabus", argumentou.
"Os meios de comunicação, que são instrumentos da direita, se aproveitam para dizer que nada vale, que o passado era melhor. Claramente há uma restauração conservadora que pode por fim a esse ciclo de governos progressistas. Precisamos estar muito atentos", avaliou Correa sobre o posicionamento da imprensa na América Latina, inclusive no Brasil.





