Médico relata como assassinato de jornalista da BBC mudou sua vida
Em setembro de 1978, o jornalista e escritor Georgi Markov, da emissora pública britânica BBC, estava a caminho do trabalho, quando foi espetado na parte de trás da perna por um guarda-chuva carregado por um homem, que fugiu depois do ataque.
Atualizado em 21/09/2016 às 17:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Ele foi envenenado com ricina, substância altamente tóxica, e não resistiu.
Crédito:Reprodução/BBC Georgi Markov morreu em setembro de 1978 após ser envenenado com ricina
Segundo a BBC, Markov, que era dissidente búlgaro, foi hospitalizado e relatou a funcionários que havia sido vítima de envenenamento pela KGB, o serviço secreto soviético. No hospital, o médico Bernard Riley acreditou nele e tentou salvar sua vida.
Em entrevista ao "Witness", programa de rádio da BBC, Riley relembrou o episódio. "Entrei no cubículo e Georgi estava sentado na maca. Ele tinha um quadro grave de intoxicação, sua pulsação estava alta e sua temperatura, também", contou.
Segundo ele, o jornalista disse que havia sido alertado há três meses que a KGB queria pegá-lo. "Quando eu o examinei sistematicamente, a única coisa que pude verificar foi na parte de trás de sua coxa. Havia um inchaço na área de cerca de 5 a 6 centímetros. E no centro dele, uma pequena marca".
O médico disse ainda que, depois da morte do jornalista, foi ao necrotério, durante a autópsia, e enquanto analisava uma parte do tecido, um pequeno objeto metálico se deslocou e saiu rolando pela mesa. Tratava-se de uma bola de metal de cerca de 2 milímetros de largura e com dois buracos, preenchidos com ricina.
"É estranho que você se depare com um paciente no início de sua carreira que muda toda a sua vida. Tudo o que eu queria ser era um médico legista, alguém que examinasse os mortos, analisasse resultados laboratorais e descobrisse a causa de suas mortes", destacou.
"Markov, no entanto, era um paciente que eu tentei desesperadamente manter vivo. E eu me dei conta de que, na verdade, eu não queria descobrir por que as pessoas morriam; eu queria mantê-la vivas", completou Riley.
Crédito:Reprodução/BBC Georgi Markov morreu em setembro de 1978 após ser envenenado com ricina
Segundo a BBC, Markov, que era dissidente búlgaro, foi hospitalizado e relatou a funcionários que havia sido vítima de envenenamento pela KGB, o serviço secreto soviético. No hospital, o médico Bernard Riley acreditou nele e tentou salvar sua vida.
Em entrevista ao "Witness", programa de rádio da BBC, Riley relembrou o episódio. "Entrei no cubículo e Georgi estava sentado na maca. Ele tinha um quadro grave de intoxicação, sua pulsação estava alta e sua temperatura, também", contou.
Segundo ele, o jornalista disse que havia sido alertado há três meses que a KGB queria pegá-lo. "Quando eu o examinei sistematicamente, a única coisa que pude verificar foi na parte de trás de sua coxa. Havia um inchaço na área de cerca de 5 a 6 centímetros. E no centro dele, uma pequena marca".
O médico disse ainda que, depois da morte do jornalista, foi ao necrotério, durante a autópsia, e enquanto analisava uma parte do tecido, um pequeno objeto metálico se deslocou e saiu rolando pela mesa. Tratava-se de uma bola de metal de cerca de 2 milímetros de largura e com dois buracos, preenchidos com ricina.
"É estranho que você se depare com um paciente no início de sua carreira que muda toda a sua vida. Tudo o que eu queria ser era um médico legista, alguém que examinasse os mortos, analisasse resultados laboratorais e descobrisse a causa de suas mortes", destacou.
"Markov, no entanto, era um paciente que eu tentei desesperadamente manter vivo. E eu me dei conta de que, na verdade, eu não queria descobrir por que as pessoas morriam; eu queria mantê-la vivas", completou Riley.





