MEC quer autorizar outros diplomados a exercer o jornalismo
MEC quer autorizar outros diplomados a exercer o jornalismo
O Ministério da Educação (MEC) está avaliando a possibilidade de autorizar profissionais que tenham formação universitária em qualquer área a exercer a profissão de jornalista. O ministro da educação Fernando Haddad também quer discutir as diretrizes dos cursos oferecidos na área que passarão por uma supervisão, a exemplo do que ocorreu com os cursos de direito, medicina e pedagogia, segundo reportagem da Folha de S.Paulo .
O ministro afirmou que, ainda neste mês de setembro, deve formar um grupo de trabalho para apresentar, em 90 dias, uma proposta nesse sentido. "A comissão fará uma análise das diretrizes curriculares do jornalismo e, sobretudo, das perspectivas de graduados em outras áreas, mediante formação complementar, poderem fazer jus ao diploma", disse.
Segundo Haddad, o objetivo não é entrar na discussão travada no STF (Supremo Tribunal Federal) e no Ministério do Trabalho em relação à obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, mas tratar da formação do profissional da área. Na prática, se o STF julgar, neste semestre, que o diploma de jornalista é obrigatório, a discussão deverá ser suspensa.
O ministro da educação explicou que os profissionais formados em outras áreas serão habilitados ao diploma de jornalista mediante o curso de disciplinas essenciais para a formação na área, como técnica de reportagem, ética e redação.
Max Monjardim, chefe da comunicação do Trabalho, disse que o debate poderia se dar no grupo que discute a regulamentação da profissão, do qual participa. "Seria bom se o ministro indicasse algum representante da Educação para participar do grupo que já está funcionando [no Trabalho]".
Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), considerou a proposta de Haddad "inoportuna". Ele também participa do grupo criado pelo Trabalho. "É uma proposta feita por alguém que está distante da realidade da profissão", disse Andrade.
A ANJ (Associação Nacional de Jornais) não quis comentar a idéia por ser só uma proposta e porque o assunto está sob o exame do STF. No Supremo, o relator é Gilmar Mendes, que já autorizou profissionais da área a se registrarem sem possuir o diploma.
Crédito da foto: Agência Brasil
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