“Me criticam por ser um jornalista engajado, diz Gilberto Dimenstein

Gilberto Dimenstein costuma dizer que deixou de reportar para observar a notícia a partir do momento em que começou a envolver-se com jornalismo cidadão.

Atualizado em 30/04/2012 às 14:04, por Luiz Gustavo Pacete.

Paulo , em Brasília, o jornalista encabeçou, em meados de1980, matérias investigativas sobre a condição de crianças pelo Brasil. Segundo ele, foi a oportunidade para que decidisse não só denunciar, mas fazer algo para mudar.

Apesar da transparência em admitir isso, Dimenstein reconhece que em uma sociedade que busca tanto a objetividade é difícil se fazer compreender. “As pessoas não aceitam que o jornalista seja engajado. Misturam envolvimento com questões políticas ou ideológicas. Mas eu sou cidadão e tenho o compromisso de me engajar. Por outro lado, tomo cuidado para fazer tudo de forma transparente”.

: Gilberto Dimenstein

Formado pela Faculdade Cásper Líbero, Dimenstein foi diretor de redação da Folha de S.Paulo , em Brasília, além de correspondente do mesmo jornal em Nova Iorque. Passou pelo Jornal do Brasil , Correio Braziliense , Última Hora e Veja . Foi reconhecido com o Prêmio Nacional de Direitos Humanos e o Maria Moors Cabotdado pela Faculdade de Columbia.