Mauricio de Sousa investe em graphic novels e conquista novos públicos mundo afora
A aposta em novos traços dos personagens da Turma da Mônica ganhou força em 2013 após quatro publicações do gênero. Com o sucesso, a Mauricio de Sousa Produções anuncia para o próximo ano segunda fase de seu grande projeto.
Atualizado em 29/11/2013 às 16:11, por
Alana Rodrigues*.
Crédito:Divulgação Jornalista coordena lançamento de graphic novels da Turma da Mônica
Idealizado em 2009, ano em que Mauricio completou 50 anos de carreira, o “MSP 50”, fruto do trabalho de Sidney Gusman, jornalista responsável pelo Planejamento Editorial da Maurício de Sousa Produções e editor-chefe do Universo HQ, site especializado em histórias em quadrinhos, já revelou os próximos títulos.
“Papa-Capim”, de Renato Guedes e Marcela Godoy; “Bidu”, de Felipe Garrocho e Eduardo Damasceno; “Turma da Mata”, de Greg Tocchini, Davi Calil, e Artur Fujita; “Penadinho”, de Paulo Grumbim e Cristina Eiko; “Astronauta II”, de Danilo Beyruth e Cris Peter e “Turma da Mônica II”, dos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, integram a lista.
Crédito:Divulgação Projeto deve se expandir em 2014
“O objetivo é atrair novos públicos. Se a gente atingia esses o público infantil e infantojuvenil, por que não tentar trazer o leitor adulto que gosta dos personagens deles de volta?”, diz Gusman.
O editor conta que os critérios de escolha dos artistas e dos personagens são baseados nos estilos de cada um. “Até o momento todos aceitaram muito bem e já temos quatro títulos lançados", destaca o editor.
As primeiras graphic novels da turminha foram: O “Astronauta - Magnetar”, produzido por Danilo Beyruth, “Turma da Mônica Laços”, de Vitor e Lu Caffagi, “Chico Bento - Pavor Espaciar”, de Gustavo Duarte, e acaba de sair o “Piteco - Ingá”, do Chico Shiko.
Mercado
A Mauricio de Sousa Produções, responsável pelo desenvolvimento e licenciamento de toda a gama de produtos lançados com o selo do quadrinista, se consolidou no Brasil com a produção de seus clássicos personagens, atingindo mais de 80% do mercado infantojuvenil de bancas.
Para o criador do projeto, o mercado deve apostar em novas ideias para os quadrinhos, pois a grande fatia do ramo acaba investindo apenas em algumas vertentes do gênero como super-heróis e mangás.
“Falta as editoras arriscarem um pouco mais no mercado de quadrinhos, que é espetacular no sentido de criação. Os editores precisam ser um pouco mais ousados”, acrescenta.
Futuro
Além do sucesso no país, a publicação já conquistou outros ares. O “Astronauta - Magnetar” circula nas bancas de quatro países: Itália, Espanha, Alemanha e França. Segundo Gusman, este é apenas o início. “A ideia das graphic novels não para mais. O objetivo é que a gente solte uma a cada três meses e já temos outros projetos que logo os leitores saberão”.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





