Marluce Dias não deixa a Globo, mas pode realizar outros projetos

Marluce Dias não deixa a Globo, mas pode realizar outros projetos

Atualizado em 23/01/2008 às 18:01, por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA.

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Ao contrário do que vinha sendo notíciado em alguns veículos de imprensa, Marluce Dias da Silva, assessora da Presidência das Organizações Globo, não deve deve deixar a emissora. Rumores de uma conversa com a cúpula da TV Globo, na última sexta-feira (18), davam indícios do seu desligamento da empresa.

Consultora direta de Roberto Irineu Marinho, a profissional teria pedido afastamento do cargo. Com o desligamento, Marluce teria o direito a receber uma indenização que poderia chegar a casa de R$ 30 mi. A informação é da colunista de O Dia , Regina Rito. Ainda segundo Regina, Octávio Florisbal, diretor geral da TV Globo, sairia fortalecido com essa decisão, já que ele assumiu o cargo de superintendente executivo em 2004, antes pertencente à Marluce.

No entanto, um esclarecimento divulgado nesta quarta-feira (23), pelo próprio Roberto Irineu Marinho, presidente das Organizações Globo, desmente o desligamento. Em nota, o presidente disse que "o contrato de trabalho de Marluce Dias da Silva, que é Assessora desde Agosto de 2004, foi alterado em dezembro do ano passado. A partir de janeiro, a Marluce terá maior flexibilidade de jornada de trabalho e prestará consultoria às Organizações, envolvendo-se em projetos estratégicos, por demanda dos acionistas".

Irineu Marinho considera a história de Marluce nas Organizações Globo "um exemplo de sucesso". E afirma que "seu papel como Assessora é da máxima importância para os destinos das empresas Globo. Sua relação com a Globo, além de profissional, é de amizade recíproca. Vínculos que se mantêm integralmente preservados".

Marluce começou na emissora em 1996, como superintendente executiva, ocupando o cargo de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Em sua gestão, ela mudou a maneira de enxergar a grade de produção da emissora. Passou a encará-la como um produto de consumo, lançando novos programas quatro vezes por ano, deixando de lado a já usual mudança anual de programação.

Além disso, Marluce promoveu uma política de corte de benefícios, redução de contratos e contenção de gastos nos departamentos de produção de criação. Em 2002, a profissional se afastou para tratar um câncer e, posteriormente, voltou como consultora.

Ainda assim, nunca abandonou as reuniões periódicas com Florisbal e com a família Marinho, para discutir a programação e as finanças da maior rede de televisão do país e quinta maior do mundo.