Marin diz "não ter nada a fazer" na Comissão da Verdade e se nega a citar nome de Herzog
Após ter sido convocado para depor na Comissão da Verdade de São Paulo, o presidente da CBF, José Maria Marin, em entrevista à rádio Bandeirantes, disse que não tem nada a declarar sobre a morte de Vladimir Herzog, ocorrida em 1975, e se negou até a citar o nome do jornalista.
Atualizado em 12/06/2013 às 13:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
"Eu nunca mencionei esse nome e não vou mencionar agora. Nunca mencionei esse dado. Foi um aparte dado que se demorou dois minutos. Sobre isso, eu não tenho nada que fazer em nenhuma comissão. É um fato que não tem nada que ver com esse noticiário. Ocorreu em 1975", disse Marin. Segundo o UOL, a Comissão da Verdade tem como intuito apurar crimes cometidos na época da ditadura. Em 1975, Marin era deputado estadual e condenou a "comunização" da TV Cultura, que tinha como diretor Vladimir Herzog, jornalista que foi torturado e morto em São Paulo pela ditadura 16 dias depois.
Devido ao envolvimento com militares na época da ditadura, Marin tem sido muito questionado. A presidente Dilma Rousseff, por exemplo, nunca o recebeu em conferência pessoal. Apesar disso, o presidente da maior entidade do futebol brasileiro nega qualquer tipo de mal-estar com a governante.
"Eu desconheço tudo que você falou. Tenho o maior e mais profundo respeito pela presidente. Não há nenhum motivo de eu ter [problema com ela], Nossa Senhora. Tenho recebido a melhor atenção por parte do ministro Aldo Rebelo. Nunca houve nada entre mim e o ministro. Muita coisa é plantada na imprensa. Não posso passar o dia inteiro desmentindo coisas não verdadeiras", afirma Marin.
Marin trata a maioria das acusações como calúnias e afirma que pretende reagir. Um dos alvos de Marin é o ex-jogador e deputado federal Romário, um dos maiores críticos a gestão do cartola.
"Quem falou que não pode processar? Imunidade é relativa, eu fui deputado por oito anos. Imunidade não é para atacar a honra pessoal. Tem processo criminal e por danos [contra Romário]. Por ele estar na Justiça, não vamos discutir, mas toda mentira será discutida na Justiça, tenho vários processos e tenho certeza que vão haver condenações", disse o presidente da CBF.





