Marcos da Cunha Ribeiro, Newton Gibson e Otacilio Borges
Marcos da Cunha Ribeiro, Newton Gibson e Otacilio Borges
"Não é questão só de superficialidade, vocês [mídia] são um dos pilares do conhecimento convencional e isso é uma crítica. Qual o problema do conhecimento convencional? Ele repete demais, uma meia verdade passa a ser verdade, ele é superficial ou tendencioso no viés do promotor daquela tese. Então, quando você faz uma pesquisa dessas, você precisa de mais de uma fonte, eu leio duas, porque onde eu trabalho a infra-estrutura não é um bicho de sete cabeças.
Tem que separar muito bem o que é editado do resto. Não consigo mais ler o caderno de economia da Folha, vez ou outra leio o do Estadão. Qualquer dúvida vou pesquisar na internet. Uso como referencia o Valor e a revista Exame. Leio também Época Negócios, o restante vejo na internet ou vou atrás de pesquisa.
A Veja, que leio semanalmente, também nunca tem nada, só quando é furo. Se quero fazer avaliação séria, vou às fontes que alimentam os jornalistas, se não, chega tudo filtrado. Diminuir um pouco a superficialidade é o primeiro passo pra fugir do conhecimento convencional."
Newton Gibson, presidente da associação brasileira de logística e transporte de carga (Brasília)
"Nós utilizamos diversas mídias, setorizadas e não setorizadas. Entre elas, as revistas: Rodovias e Vias, Transporte Moderno; Mundo CNT; Transporte Atual; Frota e Cia; Ferrovia; IstoÉ; Revista Distribuição; Conexão Marítima; Veja; Transpodata; Negócios em Transporte; Carga Pesada. Os jornais impressos: Brasil Econômico; Correio Braziliense; Correio do Povo (PR); Folha de Pernambuco; Folha de S.Paulo; jornal Agora; Jornal da Paraíba; Jornal do Commercio (PE); O Globo; Valor Econômico; O Estado de S. Paulo. As páginas eletrônicas das entidades dos setores ligados ao transporte, dos maiores veículos de comunicação do Brasil, blogs e sites alternativos.
Já encontramos falhas nas abordagens, mas nada alarmante. Alguns veículos divulgam o assunto de forma mais sintética, em outras encontramos de maneira mais substancial, depende do veículo e do objetivo que ele pretende alcançar. Hoje, infelizmente, o setor de transportes de cargas ainda é um entrave para o desenvolvimento do país. Devemos isso à falta de investimentos consistentes, principalmente em infraestrutura. Atualmente, o Brasil investe apenas 0,8% do PIB e precisaríamos que esse investimento fosse de pelo menos 5%."
Otacilio Borges, subsecretário de infraestrutura do Estado do Ceara (Fortaleza)
"A divulgação das obras de infraestrutura no país não atendem aos anseios da comunidade técnico científica. Acredito que pela necessidade de se alcançar o grande público, as matérias são carentes de informações técnicas importantes, impondo-nos a buscar outras fontes de pesquisa. Encontramos, na internet, as informações mais precisas e atualizadas.Algumas revistas especializadas como O Empreiteiro, por exemplo, focam algumas grandes obras, entretanto, de um modo, a meu ver, muito publicitário.
Sente-se a falta de um veículo independente, que conte com assessores especializados nas matérias a serem tratadas. Assuntos como fontes alternativas de gerações de energia elétrica; exploração de petróleo em águas profundas e pré-sal; novas tecnologias de pavimentação de rodovias; destino de resíduos sólidos; com a utilização racional do lixo como adubo e na geração de energia; novas tecnologias de tratamento de esgotos domésticos e industriais; edificações inteligentes... São temas palpitantes para todos os brasileiros."






