Márcio Gomes é novo correspondente da Globo em Tóquio

Desde 2001, Márcio Gomes compõe o seleto time de jornalistas que cobrem as folgas dos titulares do mais tradicional telejornal do País, o “J

Atualizado em 21/05/2013 às 15:05, por Guilherme Sardas.

Crédito:Divulgação Globo/ Estevam Avellar. Márcio Gomes

ornal Nacional”. A função, é claro, ajudou a popularizar sua imagem, hoje nacionalmente conhecida. Mas, sua rica carreira na emissora já passa de uma década e meia.

Gomes chegou à emissora em 1996 para apresentar o "SPTV-1ª edição", após breve passagem pelo "Jornal da Record". Depois, passou por inúmeros telejornais e programas da Globo e da Globo News, como "RJTV-1ª edição", que apresentou por 10 anos, "Globo Comunidade", "Bom Dia Brasil", entre outros.


Apresentador do “RJTV”-2ª edição desde 2009, o jornalista prepara as malas para a primeira experiência como correspondente internacional. Em julho, muda-se para Tóquio para substituir Roberto Kovalick, que, , migra para Londres.


Em entrevista exclusiva à IMPRENSA, Gomes fala como está se adaptando à mudança, de seu conhecimento da língua japonesa e da reação ao saber que se mudaria para o Japão. Confira o papo na íntegra:


IMPRENSA – Quando e como recebeu a proposta para ser correspondente no Japão?

Márcio Gomes - O convite veio no fim do ano passado. Pela mudança tão radical, consultei a família e chegamos a uma só conclusão: a experiência seria ótima para todos.


Era um sonho ser correspondente na Ásia? Ou foi algo que surgiu por acaso?

Era um sonho ser correspondente. O lugar não era o mais importante, desde que esse lugar garantisse um crescimento para as crianças (tenho dois filhos) e uma segurança para minha esposa e para mim. O convite surgiu depois que eu manifestei a vontade de deixar o estúdio para poder me dedicar, exclusivamente, à reportagem. O fato de ser no Japão, no começo, assustou, mas depois de muita pesquisa não me parece haver melhor lugar para começar.


Qual é o seu nível de conhecimento da língua japonesa hoje? Tem feito aulas?

Eu e minha mulher [a também jornalista, Taiga Corrêa Gomes] fizemos aulas de japonês uma vez por semana, que era o tempo livre que tínhamos. Também estivemos em Tóquio para um rápido reconhecimento. Como agora já estamos próximos da viagem, paramos as aulas para os acertos finais da mudança.


Você sempre trafegou entre a reportagem e a apresentação de telejornais. O que mais o agrada?

Ter tempo para fazer algo bem feito. Ao longo dos anos, fui percebendo que fazer os dois – reportar e ancorar –, simultaneamente, é muito difícil. Acabava fazendo reportagens mais simples, menos produzidas, pois tinha que voltar correndo para o estúdio, sem poder me ausentar mais de um dia. Apesar disso, nunca deixei de fazer matérias, programas para a Globo News, colunas do “Bom Dia Brasil”. Mas, ficava um gostinho de poder fazer sempre melhor. Daí a opção de agora: quero dar uma folga para o apresentador e reencontrar o repórter.


Você é um dos substitutos do “Jornal Nacional”. Sonha em assumir um dia a bancada do maior jornal do país?

Meu foco é voltar um profissional melhor, mais completo, mais experiente, para que isso se some à bagagem de mais de 10 anos participando do “JN”. Quem sabe, um dia, retornar a uma bancada. Mas tudo vai depender de como eu irei aproveitar as oportunidades que estão surgindo agora como correspondente.


A temporada no Japão tem prazo pré-fixado?

A temporada tem um prazo flexível.


Seus filhos e esposa viajarão com você desde já? Se sim, como pensa a educação das crianças?

Vai todo mundo junto. Conseguimos uma excelente escola por lá e queremos que eles voltem com uma cabeça aberta para o mundo, entendendo as diferenças que existem entre pessoas, lugares, costumes e sabendo que precisam respeitar – e aprender – com tudo isso.