Marcio Baraldi faz humor para todos os gostos

“Diversão, crítica e reflexão” é assim que Marcio Baraldi descreve seu trabalho. Aventurando-se no mundo dos desenhos desde antes de sequeraprender a escrever, o artista mistura seus ídolos do rock n’ roll, política e temas sociais em cartuns publicados em diversos veículos, passando por revistas undergrounds e espíritas a jornais.

Atualizado em 24/02/2012 às 14:02, por Denise Bonfim*.

assim que Marcio Baraldi descreve seu trabalho. Aventurando-se no mundo dos desenhos desde antes de sequer aprender a escrever, o artista mistura seus ídolos do rock n’ roll, política e temas sociais em cartuns publicados em diversos veículos, passando por revistas undergrounds e espíritas a jornais.


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Baraldi compara a carreira de cartunista com a de jogador de futebol. Para ele, desenhar é um dom, e as crianças já nascem predestinadas a essa função, com a vantagem de não precisar aposentar-se jovem. Seguro de si define-se como “um cara que só gosta de coisa boa”.


Crédito:Marcio Baraldi


Para o artista não existe trabalho fácil nem trabalho predileto. “Eu sempre fui pau pra toda obra, então não tenho muito esse negócio de preferências. O que for pra desenhar eu desenho”. Na contramão dos que selecionam os melhores trabalhos de sua carreira, ele diz estar aproveitando cada vez mais suas fases “atuais”, como se só se preocupasse em dar continuidade ao seu trabalho com qualidade.


Crédito:Marcio Baraldi


“Antigamente quando eu via em uma entrevista um cara respondendo ‘meu melhor trabalho é o atual’, eu achava que era demagogia, mas hoje eu penso assim também. Estou numa fase de curtir o presente. Estou mais interessado no que estou fazendo agora e na satisfação que isto está me proporcionando nesse momento. Uma coisa é fato: quanto mais você faz uma coisa, melhor você fica nela. Mas tenho muitos personagens que me dão satisfação como o Roko-Loko, Euriko, Tattoo Zinho, Maluco e Beleza, Vapt e Vupt, Guerrilheiro da Guitarra...”


Crédito:Marcio Baraldi


Recentemente, Baraldi lançou um documentário sobre outro ícone dos quadrinhos, Rodolfo Zalla. O filme entitulado “Ao Mestre com Carinho” é seu primeiro trabalho do gênero.


Crédito:Marcio Baraldi


“Eu lia as HQs do Zalla quando era moleque e ainda sonhava em ser um profissional. (...) Admiro muito ele e o seu trabalho, e já planejava há tempos fazer um documentário com ele e outros artistas de sua geração. Assim que consegui uma oportunidade, corri atrás e fiz o documentário. Achei melhor correr, pois ele já tem 80 anos de idade e não tem mais a vida toda para esperar. E valeu a pena, pois o documentário ficou ótimo”.



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