Manifestantes se reúnem na Turquia para lembrar assassinato de jornalista

No último domingo (19/1), manifestantes se reuniram em Istambul, maior cidade da Turquia, para lembrar o sétimo aniversário do assassinato do jornalista turco de origem armêmia, Hrant Dink.

Atualizado em 20/01/2014 às 10:01, por Redação Portal IMPRENSA.

O crime ainda não foi solucionado.

Crédito:Divulgação Manifestantes cobram esclarecimento sobre morte do jornalista
"O Estado assassino deve prestar contas", diziam os milhares de manifestantes reunidos na Praça Taksim. O jornalista, de 52 anos, foi morto no dia 19 de janeiro de 2007, com dois tiros na cabeça, por um ultra-nacionalista de 17 anos diante da sede do Agos , jornal bilíngue turco-armênio que ele comandava.

Segundo a AFP, Dink buscava a reconciliação entre turcos e armênios, mas não era bem visto pelos nacionalistas turcos por ter qualificado como genocídio os massacres sofridos pelos armênios na Primeira Guerra Mundial.

O ex-informante da polícia Erhan Turcel, acusado de ser uma das pessoas envolvidas no ataque, disse durante o seu julgamento, em dezembro, que a polícia não fez nada, mesmo sabendo do crime.

O assassino do repórter, Ogun Samast, um estudante de 17 anos, confessou a culpa e foi condenado a 23 anos de prisão em 2011. Menos de um ano depois, o suposto mentor do assassinato, Yasin Hayal, foi condenado por um tribunal de Istambul à prisão perpétua, mas os juízes absolveram outros 18 acusados.

No entanto, em maio do ano passado, a Corte de Cassação ordenou um novo processo, mencionando a possibilidade de uma conspiração.