Manifestantes atacam sede dos canais de TV aberta do Grupo Clarín; 7D termina com tuitaço

Um grupo de aproximadamente 50 manifestantes protestou na tarde desta sexta-feira, (7/12), em frente à sede do Canal 13, emissora de canal aberto do Grupo Clarín.

Atualizado em 07/12/2012 às 22:12, por Luiz Gustavo Pacete e  enviado a Buenos Aires.



Sem nenhum tipo de identificação partidária e com alto nível de violência, homens encapuzados lançaram bombas de tinta branca e vermelha na entrada do canal que teve sua fachada danificada.
Acompanhe a cobertura completa e os desdobramentos da aplicação da Lei de Meios, desde Buenos Aires, no Portal IMPRENSA

Policiais impediram que as pessoas que protestavam avançassem em direção à entrada do canal. O Grupo Clarín qualificou a atitude de "extremamente violenta".

Existia a expectativa de que outros protestos se espalhassem pela cidade em função da data - 7 de dezembro - que deveria expirar o prazo para que o Grupo Clarín se desfizesse de concessões, entretanto, a data final foi prorrogada. Na quinta-feira, véspera do 7D, um "panelaço" que havia sindo convocado pela oposição ao governo foi esvaziado em função da chuva. Divulgado nas redes sociais, o protesto teve seis mil confirmações, mas reuniu no início da noite somente 100 pessoas.
Para o próximo domingo, (9/12),o governo convocou um grande show que será realizado na Praça de Mayo, os anúncios feitos nos jornais e na televisão convidam os argentinos a comemorarem o Dia Internacional de Direitos Humanos. Está previsto que a presidente Cristina Kirchner fale por volta de 22h (horário de Brasília).

Mobilização via redes sociais
Também na tarde desta sexta-feira, organizações, meios comunitários e entidades convocaram as pessoas para que fizessem um "tuitaço" pela democratização da comunicação. As pessoas foram orientadas a utilizar as hashtags #7D, #LeydeMedios e #NOmonopolios.