Manifestação no Egito pede o fim das demissões em massa de jornalistas

No último domingo (17/5), um pequeno grupo de manifestantes se reuniu em frente ao Sindicato dos Jornalistas da cidade do Cairo, no Egito, numa ação que marca o início da campanha contra as demissões em massa de no país.

Atualizado em 18/05/2015 às 15:05, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:Reprodução/ Daily News Egypt Jornalista egípcios pedem fim das demissões em massa na imprensa
De acordo com o Daily News Egypt , o jornalista e organizador da manifestação, Wael Abdelaziz, afirmou que, somente no último ano, cerca de 800 jornalistas foram demitidos no Egito.

Segundo apontamentos de Abdelaziz, 134 jornalistas foram retirados do jornal Alyoum Alsabea , 160 do Al-Ahram , 30 do Al-Dustour , 76 do DotMsr , 12 de Aagel , 18 no Al-Shorouk e quatro da Almasyr Alyuom.

"As razões sobre as demissões variam muito entre cada instituição. Geralmente, eles dizem que o motivo são os cortes de gastos. No Alyoum Alsabea , eles disseram que os demitidos eram estagiários, mas depois comprovamos que eles eram funcionários devidamente empregados", disse.

Para Abdelaziz, os cortes também acontecem porque os jornalistas no país são vistos como descartáveis. "Em tempo difíceis, as redações contratavam profissionais para cobrirem os acontecimentos. Agora que há estabilidade, eles se tornaram descartáveis".

A campanha faz três exigências a respeito das demissões em massa: a primeira, pede aos veículos que anunciem publicamente o nome dos demitidos; em segundo, obriga as instituições a abrirem vagas para os profissionais e, por último, pede ao governo que reveja o projeto de lei que facilita a demissão de funcionários.

"Só o sindicato pode defender seus membros. Precisamos rever os regulamentos organizacionais, que são antigos e restritivos", finalizou Abdelaziz.