Manifestação em lançamento de livro sobre Sarney deixa feridos no MA

Manifestação em lançamento de livro sobre Sarney deixa feridos no MA

Atualizado em 05/11/2009 às 18:11, por Redação Portal IMPRENSA.

O lançamento do livro "Honoráveis Bandidos", do jornalista Palmério Dória, sobre o presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), deixou pelo menos cinco feridos no Maranhão.

Agência Brasil
Jackson Lago
Realizado na última quarta-feira (4) no auditório do Sindicato dos Bancários, em São Luís, o lançamento foi tomado por manifestantes que, de acordo com o deputado federal Domingos Dutra (PT/MA), queriam agredir o ex-governador Jackson Lago (PDT), cassado em abril deste ano.

Em entrevista ao Estadão Online, Dutra afirmou que "o pessoal da organização contratou uma empresa de outdoor para divulgar a data de lançamento do livro. Dois dias depois da propaganda ir às ruas, ela foi retirada e o dinheiro, devolvido". Para ele, os estudantes que participaram do protesto foram financiados pelo governo estadual.

O deputado registrou queixa na delegacia, e entregou ao delegado Tarcísio de Jesus Fonseca a bolsa de uma das agressoras envolvidas - que foi esquecida no local. Segundo Dutra, ela estaria lotada na Secretaria de Esportes do Maranhão. O secretário de Esportes, Roberto Costa (PMDB), é acusado por Dutra de participação no episódio.

No entanto, ele declarou que "não teve nenhuma participação nisso", e que o incidente foi responsabilidade exclusiva de militantes ligados à União Municipal de Estudantes Secundaristas (Umes) e à Federação da Juventude Maranhense (Fejuma).

Em nota, o Sindicato dos Bancários do Maranhão repudiou o ocorrido, e afirmou que "os atos de vandalismo provocado por dez a quinze baderneiros, quando da ocasião de lançamento do livro 'Honoráveis Bandidos', relembra os tristes fatos históricos das décadas de 50 e 60 em nosso Estado, que acreditávamos sucumbidos. Naquela época, prevalecia no Maranhão a lei da força bruta, da intolerância, em que as diferenças eram resolvidas pela pancadaria".

"Além de rechaçar a violência de ontem, a categoria bancária se sente violentada por ter itens de seu patrimônio, conquistado com a contribuição sindical de anos e de gerações de trabalhadores, destruído, quebrado (porta principal, cadeiras, quadro) (...) A direção do Sindicato espera que a polícia apure e puna exemplarmente os vândalos, que agem em interesse próprio ou de terceiros, de forma que não se sintam estimulados a usar a violência, fruto da intolerância e da antidemocracia", concluiu a nota.

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