Mais um jornalista é vítima de atentado a tiros em Cujubim (RO)

O jornalista Lucas Bueno teve a casa arrombada na madrugada da última segunda-feira (11/4), em Cujubim (RO), na região do Vale do Jamari. O suspeito atirou três vezes contra o profissional, que conseguiu fugir e não foi atingido pelos disparos.

Atualizado em 13/04/2016 às 14:04, por Redação Portal IMPRENSA.

casa arrombada na madrugada da última segunda-feira (11/4), em Cujubim (RO), na região do Vale do Jamari. O suspeito atirou três vezes contra o profissional, que conseguiu fugir e não foi atingido pelos disparos.
Crédito:Reprodução Jornalista pretende deixar a cidade para não ser morto
De acordo com o G1, o jornalista estava sozinho dormindo, quando acordou com o barulho de chutes numa das portas da casa. Bueno conseguiu fugir por uma saída nos fundos da residência, antes de o suspeito arrombar a porta.
Segundo Bueno, ao retornar para a casa, percebeu que o homem levou apenas o cartão de memória da máquina fotográfica, o que para ele, reforça a hipótese de que o ataque tem ligação com o exercício de sua profissão.
O crime ocorreu uma semana depois da tentativa de homicídio do jornalista Ivan Pereira Costa, atingido por dois tiros na frente de sua residência, na mesma cidade. Bueno contou que desativou seu site de notícias após o atentado ao colega.
"Fazemos, principalmente, coberturas policiais e conflitos agrários na região, que são muito intensos, e acredito que o ataque à minha casa foi um atentado a liberdade de imprensa e uma tentativa de me calar", afirmou.
Bueno disse ainda que deixará o município de Cujubim e a profissão. "Dessa vez ele errou o tiro, mas da próxima vez pode acertar. Os profissionais da imprensa estão vulneráveis naquela cidade", lamentou.
Em nota, a Associação Rondoniense de Jornais Eletrônicos repudiou o atentado e cobrou providências dos órgãos de segurança. "Se o estado não consegue estabelecer a segurança necessária a uma cidade, como ficas a sua população e as pessoas que só fazem o trabalho de publicar as ações criminosas?", questionou.


O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Ariquemes. Nenhum suspeito foi identificado até o momento.