Mais de 80% dos portugueses são leitores de jornais, diz pesquisa

Mais de 80% dos portugueses são leitores de jornais, diz pesquisa

Atualizado em 23/10/2007 às 17:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Oito em cada dez portugueses lêem jornais e 68,9% dá mais importância às notícias sobre problemas sociais, segundo um estudo que será apresentado nesta terça-feira (23).

Intitulado "A leitura em Portugal", o estudo foi realizado pelo Observatório das Atividades Culturais e será apresentado durante a conferência do Plano Nacional de Leitura, que acontece desde segunda-feira (23) na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O estudo abrange um universo de 7,5 milhões de habitantes, residentes no continente (exceto Madeira e Açores), com 15 anos ou mais e que sabem ler e escrever. Foram feitas 2.252 entrevistas entre novembro de 2006 e janeiro deste ano.

O estudo afirma 83% dos portugueses lêem jornais, 73% lêem revistas e 57% lêem livros. Em comparação com as estatísticas de 1997, o crescimento da comunidade de leitores de jornais foi de 20% nos últimos dez anos e, entre os leitores de revistas, se registrou 6% de aumento.

Uma das causas apontadas para a alta na taxa é o aparecimento de vários jornais de distribuição gratuita, que representam 23,2% do tipo de imprensa lida pelos portugueses.

Segundo o estudo, os homens lêem mais jornais, enquanto as mulheres preferem as revistas. Quem lê jornais tem entre 25 e 54 anos, é trabalhador ativo e tem o ensino secundário. Já os leitores majoritários de revistas são mulheres estudantes entre 15 e 24 anos.

Foi registrado um predomínio dos jornais diários de notícias gerais (66,9%), seguidos pelos regionais e locais (36,4%) e esportivos (30,9%). Os jornais são lidos, sobretudo, em cafés e restaurantes (61,9%) e em casa (61,3%).

Entre os assuntos mais lidos pelos portugueses estão os problemas sociais (68,9%), os esportes (52,9%), além de entrevistas (52,4%) e artigos de opinião (51,7%).

As revistas mais consumidas são as femininas (36,6%) e de informação geral (20,6%), que são lidas majoritariamente em casa e pelo menos uma vez por semana. Com informações da agência Lusa.