Maioria dos repórteres do Leste europeu são mulheres

Maioria dos repórteres do Leste europeu são mulheres

Atualizado em 23/05/2011 às 13:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Um estudo sobre igualdade de gênero no mercado jornalístico aponta que alguns países do Leste europeu encabeçam a lista no quesito igualdade de gênero, informa o site

O "Global Report on the Status of Women in the News Media" (Relatório Global sobre o status da mulher em meios de informação), publicado inicialmente pelo Centro de Jornalismo Europeu (EJC), afirma que este resultado deve-se ao legado deixado pela ideologia comunista, que propunha moldes mais igualitários, inclusive nas redações.
A International Women's Media Foundation (IWMF) divulgou dados de sua pesquisa que demonstram a menor representatividade das mulheres na mídia: dois terços dos funcionários são homens e esta desigualdade aumenta em cargos mais altos - 73% dos publishers, chefes-executivos e outros cargos altos são ocupados por homens. Foram levados em consideração 522 empresas em 59 países.
O "Global Report" analisou 31 redações de jornais, 27 estações de televisão e rádio,em oito nações. Rússia, Ucrânia Bulgária, Estônia, Hungria, Lituânia, Polônia e Romênia são líderes globais em igualdade de gênero. As mulheres nestes países tiveram um papel crucial no estabelecimento de uma mídia independente enquanto a União Soviética e seus aliados entravam em colapsos, mantendo-se como jornalistas proeminentes. A pesquisa também demonstrou pequena disparidade nos salários do homem e da mulher.
Alguns dados da pesquisa realizada em países no Leste europeu:
- Mulheres representam 59,9% dos empregos de repórter e posições de pequeno destaque, em contrapoisção a uma média global de 36,1%
- Elas representam 43,4% de cargos altos, como editor-chefe ediretor executivos de meios de comunicação; a média global é de 27,3%
A Rússia está à frente em relação aos outros países em relação mulheres que ocupam cargos importantes com responsabilidade de tomar decisões. Apesar do avanço demonstrado pelo relatório na questão de igualdade de gênero no jornalismo, o documento não reflete os níveis de liberdade de expressão dos veículos, que desde 1990 têm se deteriorado, e das dificuldades encontradas pelas mulheres ao exercer a profissão.
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