Maioria dos israelenses condena liberdade de expressão no país, revela pesquisa
Maioria dos israelenses condena liberdade de expressão no país, revela pesquisa
Pesquisa realizada pelo Centro Tami Steinmetz para a Pesquisa sobre a Paz, da Universidade de Tel Aviv, Israel, mostra que grande parte dos israelenses consideram excessiva a liberdade de expressão no país.
Segundo informou o jornal O Estado de S. Paulo , a pesquisa foi realizada com 500 israelenses judeus. O levantamento mostra que 57,6% dos entrevistados acreditam que organizações de direitos humanos que atuam no país e delatam condutas consideradas imorais não deveriam trabalhar livremente.
Do total de entrevistados, 82% apoiam medidas que restringem a atuação de profissionais de mídia que divulgam notícias negativas sobre Israel, principalmente quando são obtidas de forma ilegal. Foi o que ocorreu com a jornalista Anat Kadam, acusada de publicar informações sobre procedimentos do Exército quando cumpria o serviço militar obrigatório.
Mesmo 98% afirmando que a liberdade de expressão é importante, 43% acreditam que os jornalistas não devem usar fontes palestinas, tampouco publicar notícias prejudiciais à imagem de Israel no exterior.
Em declaração à agência de notícias EFE, Daniel Bar-Tal, professor da Faculdade de Educação da Universidade de Tel Aviv, disse que a população israelense tem uma visão distorcida de democracia: "A população reconhece a importância dos valores democráticos, mas quando estes devem ser postos em prática, se percebe que grande parte das pessoas é na verdade antidemocrática", afirmou.
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