Maior editora de periódicos do mundo é alvo de boicotes de 5.000 cientistas
Cientistas do mundo todos estão realizando um boicote coletivo à Elsevier, a maior editora de periódicos científicos. O motivo do protesto é o valor da publicação e o preço da venda de artigos para outros periódicos científicos.
Tudo começou quando Timothy Gowers, da Universidade de Cambridge, um dos matemáticos mais conceituados da atualidade sugeriu, em janeiro, o boicote em seu blog. Na sequência, o também matemático Tyler Nylon, organizou um abaixo-assinado on-line contra a Elsevier (thecostofknowledge.com). Até o momento o documento conta com quase 5.000 assinaturas de cientistas que se comprometeram a não submeter seus trabalhos a aproximadamente 2.000 publicações científicas da editora.
A revolta dos cientistas ocorre porque a editora Elsevier cobra caro para publicar um artigo aceito. No entanto, também cobra pelo acesso ao conteúdo dos periódicos, ou seja, os pesquisadores pagam para publicar e para ler as revistas científicas com seus artigos.
Segundo Rogério Meneghini, coordenador do Scielo, base que reúne 230 periódicos científicos brasileiros com acesso aberto, "parece que o movimento do livre acesso ao conhecimento científico deu um passo importante com esse movimento internacional".
Um dos fatores responsáveis pelo crescimento do movimento contra a Elsevier é o apoio que a empresa tem dado ao "Research Works Act", um projeto de lei, cuja iniciativa busca impedir que instituições de pesquisa divulguem gratuitamente os trabalhos de seus cientistas. Se a lei entrar em vigor, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) serão afetados, uma vez que têm como política acesso irrestrito aos estudos de seus cientistas.
Segundo a Folha , o proponente do projeto de lei é o deputado republicano Darrell Issa, que que tem como copatrocinadora a democrata Carolyn Maloney, cujas campanhas eleitorais contaram com contribuições da editora Elsevier. Informações da ONG Maplight, a editora já desembolsou cerca de US$ 160 mil em campanhas eleitorais no período.
Com informações da Folha de S.Paulo .
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