Maior editora de periódicos do mundo é alvo de boicotes de 5.000 cientistas

Cientistas do mundo todos estão realizando um boicote coletivo à Elsevier, a maior editora de periódicos científicos. O motivo do protesto é o valor da publicação e o preço da venda de artigos para outros periódicos científicos.

Atualizado em 10/02/2012 às 10:02, por Redação Portal IMPRENSA.

realizando um boicote coletivo à Elsevier, a maior editora de periódicos científicos. O motivo do protesto é o valor da publicação e o preço da venda de artigos para outros periódicos científicos. Durante o protesto, cerca de 5.000 pesquisadores devem deixar de mandar trabalhos para os periódicos publicados pela editora.


Tudo começou quando Timothy Gowers, da Universidade de Cambridge, um dos matemáticos mais conceituados da atualidade sugeriu, em janeiro, o boicote em seu blog. Na sequência, o também matemático Tyler Nylon, organizou um abaixo-assinado on-line contra a Elsevier (thecostofknowledge.com). Até o momento o documento conta com quase 5.000 assinaturas de cientistas que se comprometeram a não submeter seus trabalhos a aproximadamente 2.000 publicações científicas da editora.


A revolta dos cientistas ocorre porque a editora Elsevier cobra caro para publicar um artigo aceito. No entanto, também cobra pelo acesso ao conteúdo dos periódicos, ou seja, os pesquisadores pagam para publicar e para ler as revistas científicas com seus artigos.


Segundo Rogério Meneghini, coordenador do Scielo, base que reúne 230 periódicos científicos brasileiros com acesso aberto, "parece que o movimento do livre acesso ao conhecimento científico deu um passo importante com esse movimento internacional".


Um dos fatores responsáveis pelo crescimento do movimento contra a Elsevier é o apoio que a empresa tem dado ao "Research Works Act", um projeto de lei, cuja iniciativa busca impedir que instituições de pesquisa divulguem gratuitamente os trabalhos de seus cientistas. Se a lei entrar em vigor, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) serão afetados, uma vez que têm como política acesso irrestrito aos estudos de seus cientistas.


Segundo a Folha , o proponente do projeto de lei é o deputado republicano Darrell Issa, que que tem como copatrocinadora a democrata Carolyn Maloney, cujas campanhas eleitorais contaram com contribuições da editora Elsevier. Informações da ONG Maplight, a editora já desembolsou cerca de US$ 160 mil em campanhas eleitorais no período.



Com informações da Folha de S.Paulo .



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