Machado Ombudsman
Machado Ombudsman
No mês em que se completam cem anos da morte de um dos maiores escritores brasileiros, a Revista IMPRENSA apresenta como atuou o bruxo do cosme velho na crítica e na análise da mídia de seu tempo
Se Machado de Assis estivesse vivo em 2004, quando um Projeto de Lei que versava sobre a criação do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ) foi enviado à Câmara dos Deputados, é bem possível que ele tivesse encabeçado uma campanha nacional em defesa desse órgão. Encantado com o poder dos jornais, que na época ainda passavam por um processo de consolidação, Machado de Assis vislumbrou aquelas folhas como agentes reformadoras da realidade brasileira. Não demorou muito, mudou sua opinião e compreendeu que, apesar de ter essa possibilidade transformadora, a imprensa não a utilizava como deveria.
O escritor, que começou a colaborar com jornais aos 20 anos de idade, costumava destacar a importância da imprensa na construção de uma sociedade democrática. Mas diante das reflexões da maturidade, Machado "se viu obrigado a pensar na estruturação de um outro poder - o quinto - que tivesse como função central a fiscalização do poder da imprensa", afirma Marcos Fabrício Lopes da Silva em sua dissertação de mestrado "Machado de Assis, crítico da imprensa: o jornal entre palmas e piparotes".
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