Má alimentação nos EUA está associada à publicidade, revela estudo
Má alimentação nos EUA está associada à publicidade, revela estudo
Um estudo publicado nesta terça-feira (22), no Journal of American Dietetic Association , revelou que a publicidade de alimentos industrializados influencia nos hábitos alimentares dos telespectadores nos EUA. Segundo a pesquisa, se todo produto alimentício anunciado nos comerciais fosse para a mesa dos norte-americanos, eles estariam mais propensos a ter doenças crônicas.
Os cientistas afirmam que os produtos anunciados na TV contém 25 vezes mais açúcar e 20 vezes mais gordura que outros mais saudáveis, como frutas, legumes e derivados de leite. O documentário "Supersize Me - a dieta do palhaço", em que o diretor Morgan Spurlock passa um mês comendo apenas em fast-food, foi citado como exemplo.
De acordo com a AFP, os cientistas gravaram 96 horas de programação dos principais canais de TV dos EUA, nos horários de maior audiência, para avaliar a publicidade dirigia para crianças entre os intervalos dos desenhos animados. Entre os 116 anúncios, nenhum mencionou as informações nutricionais do alimento.
A cientista Alexandra Evans, da Universidade de Austin, e uma das autoras do estudo, disse que esse tipo de publicidade é "um caminho fácil e barato para os alimentos não saudáveis".
O professor da Universidade Armstrong Atlantic, Michael Mink, principal autor da pesquisa, afirmou que é necessário haver uma restrição a esse tipo de propaganda. "Devemos criar um ambiente saudável, permitindo que as pessoas façam suas próprias escolhas alimentares", disse Mink, que ainda propôs a criação de uma etiqueta - "alimentos extremos - para ser colocada em produtos que não são saudáveis.
O pesquisador ainda pretendia enviar uma cópia do estudo à primeira dama dos EUA, Michele Obama, para que ela pudesse convencer a população a melhorar seus hábitos.
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