Luta pela democracia é lembrada por seus protagonistas na coleção “Brado Retumbante”
Às vésperas da eleição presidencial e da escolha dos governadores que não foram eleitos no primeiro turno, a chamada “festa da democracia” tem estampado diariamente os noticiários no Brasil.
Passados 50 anos desde o Golpe de 1964, que levou o País à Ditadura Militar, o jornalista Paulo Markun revisita a história da luta pela democracia na coleção “Brado Retumbante” (Benvirá). Em “Na Lei ou na Marra – 1964-1968” e “Farol alto sobre as Diretas – 1969-1984”, o ex-apresentador do “Roda Viva”, da TV Cultura, traz mais de 70 entrevistas com personalidades que marcaram a redemocratização brasileira.
“A ideia era fazer um grande painel da história contemporânea principalmente para os mais jovens. Um raio-x do processo democrático como um todo, dando ênfase à chamada resistência democrática, que envolveu a imprensa, a Igreja e a sociedade civil”, explica Markun.
Dentre os personagens ouvidos, destaque para José Sarney, primeiro presidente após as eleições diretas em 1985, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador Cristovam Buarque, além dos jornalistas Ricardo Kotscho, Franklin Martins, Marcelo Tas e Carlos Nascimento, e os artistas Fafá de Belém, Lucélia Santos, Maitê Proença, entre outros.
“Fica evidenciado a partir dos episódios pesquisados que a ditadura não terminou por obra e graça da desistência dos governantes. E também não foi fruto da resistência armada, que fracassou. Ela foi aos poucos desgastada e emagrecida num processo demorado e tortuoso. O livro mostra esse processo e muitos personagens que não são devidamente valorizados”.
Além dos dois volumes, Markun apresenta na internet o projeto que traz parte de sua pesquisa e entrevistas em vídeo com os personagens dos livros, traçando uma verdadeira linha do tempo sobre o período.





