Lula, o pequeno princípe - Por Saulo Guilherme Marques/Universidade da Amazônia

Lula, o pequeno princípe - Por Saulo Guilherme Marques/Universidade da Amazônia

Atualizado em 17/08/2005 às 11:08, por Saulo Guilherme Marques,  estudante da Universidade da Amazônia e  Belém/PA.

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Maquiavel profetizou, em O Príncipe: "Desprezível torna-se um príncipe quando considerado volúvel, leviano e covarde". O nosso príncipe, as vésperas de sua derrocada, mostra-se volúvel. Em meio às enxurradas de denúncias que evidenciam a existência de um grandioso esquema de corrupção no cerne do Estado estrelado e contra o clamor popular por explicações verossímeis, o suposto chefe da nação verte-se em populistas lágrimas de crocodilo ao discursar em seu familiar palanque eleitoral, na impertinente tentativa de reforçar seu emblema popular de "messias das massas", o seu populismo anacrônico e, sobretudo, a face arrogante do homem que esta acima de todos seus pares. Enquanto o estarrecimento alastra-se por todo o país, nosso príncipe brinca de ser deus.
Nosso príncipe é terrivelmente leviano. Delegou , com totalidade, os poderes administrativos ao estimado Zé, enquanto partia mundo a fora na tentativa de propagar uma representação teatral de normalidade dentro do país. Na realidade, ao longo de três anos de sua estadia no Planalto, o país ausentou-se de possuir um presidente eficaz (promessa de campanha), para ter um brilhante marketeiro. Insiste em sustentar um insustentável desconhecimento de uma quadrilha astuta que subornava parlamentares, custeava os vultuosos gastos do estrelismo petista, comandava uma indústria de lavagem de dinheiro público via o valerioduto e que, na ante sala do trono do príncipe, geria um grandioso esquema de tráfico de influências.
Nosso príncipe é a versão mais deplorável de Adolf Hitler. Trouxe a baila o marketing político nazista e usufruiu das fraquezas humanas e sociais para subir a rampa do seu belíssimo castelo. Enganou 53 milhões de parvos através de um discurso, hoje mentiroso, sustentado pela hegemonia ética e por um agressivo combate a corrupção. Observou que é impossível enganar 180 milhões de pessoas com tamanha malandragem e, entretanto, insiste na tentativa de enganar a sua fiel multidão de tolos. Nosso príncipe é covarde.
Explica-se, portanto, os motivos pelos quais o anjo celeste da moralidade o arrogante rei das adorações populares, foi desmascarado e transformado, de súbito, num desprezível príncipe de larápios dos cofres públicos brasileiros. Agora, espera-se que, deste asqueroso lamaçal, brote uma consciência política lúcida e responsável, objetivando um grandioso e necessário massacre das robustas ratazanas que insistem em habitar os palacetes públicos deste país. Depende, exclusivamente, de nós.