Lula deve se reunir com ministros para discutir banda larga antes do fim do ano
Lula deve se reunir com ministros para discutir banda larga antes do fim do ano
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com ministros no próximo dia 16 para discutir o Projeto Nacional de Banda Larga, segundo informou o ministro das Comunicações, Hélio Costa, durante reunião com executivos das companhias de telefonia fixa e móvel.
O ministro voltou a afirmar que a massificação da Internet de alta velocidade só será possível caso ocorra parceria coma iniciativa privada.
A previsão do projeto "O Brasil em Alta Velocidade", apresentado por Hélio Costa e por Lula, prevê que em 2014, mais de 90 milhões de pessoas tenham, acesso à banda larga, isso por meio de uma parceria público-privada, o que justificaria a série de reuniões de Costa com representantes das teles.
De acordo com informações da Agência Estado, para que tal meta fosse cumprida, seriam necessários investimentos da ordem de R$ 75 bilhões nos próximos cinco anos, dos quais R$ 49 bilhões viriam do setor privado e R$ 26,5 bilhões seriam aplicados pela máquina pública sob a forma de desoneração tributária de recursos de fundos setoriais.
Costa lembrou que o governo precisa decidir ainda como se dará o atendimento ao cliente final, chamado de última milha. "Ficou pendente para a próxima reunião a questão do acesso, partindo de duas posições: uma onde há uma proposta que inclui o nosso projeto, de que o governo só trabalhe no atacado, e a outra, que é a proposta dos demais setores, de que o governo entre também na distribuição", afirmou.
O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, sugeriu a criação de uma estatal da banda larga para atuar inclusive no atendimento ao cliente final. No início das discussões sobre os planos, o secretário chegou a estimar investimentos de R$ 3 bilhões para o atendimento da "última milha".
Na avaliação de Costa, R$ 3 milhões não seriam suficientes para a criação de uma estatal de tal porte. "Se estamos falando em fazer uma grande empresa de banda larga para cobrir o país inteiro e em tempo curto, eu tenho dúvidas", observou o ministro.
Estudos do governo dão conta que a estatal seria montada a partir das redes óticas da Petrobras, Eletrobrás e Eletronet. Tal estrutura seria responsável pela transmissão de dados; e administrada pela Telebrás. No entanto, para chegar ao usuário, esta rede precisa ser ramificada.
Os custos desta rede ramificada são estudados desde o último encontro com o presidente, no último dia 24 de novembro. "Eu entendo a coisa um pouquinho diferente do que está sendo colocado. Um plano nacional de banda larga não é só fibra ótica. É um conjunto, uma série de ações", acrescentou Costa.
Leia mais






