Lula deve se reunir com ministros para discutir banda larga antes do fim do ano

Lula deve se reunir com ministros para discutir banda larga antes do fim do ano

Atualizado em 07/12/2009 às 18:12, por Redação Portal IMPRENSA.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com ministros no próximo dia 16 para discutir o Projeto Nacional de Banda Larga, segundo informou o ministro das Comunicações, Hélio Costa, durante reunião com executivos das companhias de telefonia fixa e móvel.

O ministro voltou a afirmar que a massificação da Internet de alta velocidade só será possível caso ocorra parceria coma iniciativa privada.

A previsão do projeto "O Brasil em Alta Velocidade", apresentado por Hélio Costa e por Lula, prevê que em 2014, mais de 90 milhões de pessoas tenham, acesso à banda larga, isso por meio de uma parceria público-privada, o que justificaria a série de reuniões de Costa com representantes das teles.

De acordo com informações da Agência Estado, para que tal meta fosse cumprida, seriam necessários investimentos da ordem de R$ 75 bilhões nos próximos cinco anos, dos quais R$ 49 bilhões viriam do setor privado e R$ 26,5 bilhões seriam aplicados pela máquina pública sob a forma de desoneração tributária de recursos de fundos setoriais.

Costa lembrou que o governo precisa decidir ainda como se dará o atendimento ao cliente final, chamado de última milha. "Ficou pendente para a próxima reunião a questão do acesso, partindo de duas posições: uma onde há uma proposta que inclui o nosso projeto, de que o governo só trabalhe no atacado, e a outra, que é a proposta dos demais setores, de que o governo entre também na distribuição", afirmou.

O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, sugeriu a criação de uma estatal da banda larga para atuar inclusive no atendimento ao cliente final. No início das discussões sobre os planos, o secretário chegou a estimar investimentos de R$ 3 bilhões para o atendimento da "última milha".

Na avaliação de Costa, R$ 3 milhões não seriam suficientes para a criação de uma estatal de tal porte. "Se estamos falando em fazer uma grande empresa de banda larga para cobrir o país inteiro e em tempo curto, eu tenho dúvidas", observou o ministro.

Estudos do governo dão conta que a estatal seria montada a partir das redes óticas da Petrobras, Eletrobrás e Eletronet. Tal estrutura seria responsável pela transmissão de dados; e administrada pela Telebrás. No entanto, para chegar ao usuário, esta rede precisa ser ramificada.

Os custos desta rede ramificada são estudados desde o último encontro com o presidente, no último dia 24 de novembro. "Eu entendo a coisa um pouquinho diferente do que está sendo colocado. Um plano nacional de banda larga não é só fibra ótica. É um conjunto, uma série de ações", acrescentou Costa.

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