Luiz Gushiken perde processo contra Veja por nota em coluna de Lauro Jardim

Luiz Gushiken perde processo contra Veja por nota em coluna de Lauro Jardim

Atualizado em 14/11/2008 às 13:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Luiz Gushiken perde processo contra Veja por nota em coluna de Lauro Jardim

O ex-ministro de Comunicação do governo Luiz Inácio Lula, Luiz Gushiken, perdeu um processo contra a revista Veja , da editora Abril, e contra o jornalista Lauro Jardim. Ele havia entrado com uma ação contra a publicação por danos morais por conta de uma nota, publicada em 2006, sobre um jantar que compartilhou com o empresário Luis Roberto Demarco, ex-sócio do banco Opportunity.

Na coluna "Radar", Jardim informava que "Gushiken revelou-se requintado... serviu-se de uma garrafa de Grand Vin de Chateau Latour, safra 1994, um tinto apreciadíssimo. O néctar do Pauillac custa 2.990 reais a garrafa. Depois, o 'China' acendeu um charuto cubano... Total da brincadeira: 3.500 reais. A conta foi paga em dinheiro vivo rachada entre os dois [ele e Demarco]".

O juiz Régis Rodrigues Bonvicino, da 1ª Vara Cível do Fórum de Pinheiros em São Paulo, entendeu que Gushiken não poderia reclamar, já que a Veja publicou, na edição seguinte à da nota, uma resposta sua admitindo que jantou no restaurante Magari com Demarco.

O ex-ministro pediu indenização de R$ 50 mil, alegando que o texto publicado na revista insinuava que ele não seria idôneo, pois apesar de não ter renda teria gastado muito dinheiro no jantar. Para Gushiken, a nota foi infamante e inverídica, porque o valor do jantar divulgado não corresponde ao que foi efetivamente pago, informou o site Consultor Jurídico. Além disso, o ele afirmou que a conta foi paga com cartão de crédito e não com dinheiro.

A decisão do juiz diz que Gushiken não pode alegar malícia, pois a Veja permitiu que ele apresentasse sua versão. "Quando o veículo abre espaço para resposta, o Tribunal de Justiça do estado de São Paulo tem entendido que não há dano moral a ser reparado", disse Bonvicino.

Segundo o magistrado, "num país que viveu 21 anos sob uma ditadura, sem liberdade de imprensa, ela precisa ser respeitada ao extremo, pois cumpre papel de informar os leitores e a sociedade civil".

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