Luís A. Nogueira assume editoria de economia da "IstoÉ Dinheiro" e analisa perspectivas

O jornalista e economista Luís Artur Nogueira fez, na última quinta-feira (31/10), seu primeiro fechamento como novo editor de economia da revista IstoÉ Dinheiro , cargo que assumiu no início da semana.

Atualizado em 01/11/2013 às 17:11, por Maurício Kanno.

A promoção acontece após dois anos como subeditor na editoria e uma passagem relâmpago como responsável pelo caderno multimídia.

Crédito:Divulgação Luís Artur Nogueira, novo editor de economia da Isto É Dinheiro
Segundo o jornalista, “a responsabilidade é enorme, porque economia é geralmente a editoria que tem a missão de abrir a revista com assuntos impactantes”. Nogueira assume o cargo anteriormente ocupado por Carla Jimenez, que será editora-chefe do projeto do jornal espanhol El País, em português.

Diferencial O novo editor aproveita para ressaltar os dois principais diferenciais de sua linha editorial em comparação aos outros veículos de economia. “A gente busca mostrar sempre os dois lados, o copo meio cheio e meio vazio”, explica. “Tenho a sensação de que a mídia, em geral, enfatiza sempre o lado ruim das notícias. Mas, toda vez que há um problema, também existe uma oportunidade.”

Ele exemplifica dizendo que o Brasil tem sérios problemas em infraestrutura. No entanto, isso também gera muitas oportunidades em investimento nessa área. Segundo o editor, o objetivo da revista é mostrar oportunidades como essas para as empresas ganharem dinheiro.

Para Nogueira, outra característica da IstoÉ Dinheiro é o fato de a revista não ficar só no debate macroeconômico, mas também trazer esse assunto para o dia a dia das empresas. “Inserimos sempre empresas como personagens das matérias”. “Se a inflação subiu, tem que ver quais [empresas] podem ter custos afetados; quem ganha e perde com o valor do dólar alterado.”

O jornalista ainda afirma que essa mesma linha é seguida nos seus dois boletins econômicos diários na Rádio Bandeirantes, que continuam ativos. Antes da revista atual, trabalhou na Exame e por 11 anos na Rádio Bandeirantes.

Pautas Para o futuro próximo, ele diz que os assuntos que mais devem interessar aos leitores da revista são as expectativas para 2014. “Os empresários querem saber [o que vai acontecer]. É o que mais ouço deles. Afinal, precisam finalizar o planejamento para o ano que vem. Isso é desafiador para o jornalismo, porque o cenário está nebuloso", reflete.
Como exemplos das incertezas, estão os estímulos monetários do Banco Central dos Estados Unidos, a consistência da recuperação econômica europeia, o possível desaceleração do crescimento da China. No cenário interno, a questão é o resultado da eleição presidencial.

“Vai gerar intenso debate econômico, mas tem que ver se o Brasil vai parar para ficar só discutindo eleições, o que vai dificultar; ou vai ter um debate qualificado, que não seja só de partidos, deixando o primeiro semestre gerar negócios.”

Como destaques do que a IstoÉ Dinheiro publicou nos últimos meses, ele indica a ampla cobertura do pré-sal, uma capa com a chegada dos chineses em peso ao Brasil; a ameaça da inflação; e os leilões de infra-estrutura do governo – um assunto, aliás, que deve continuar recebendo atenção, por causa da “lista enorme de leilões planejada, como de aeroportos e rodovias”.