Lúcio Flávio Pinto diz que divisão do Pará trará "maior desmatamento e exploração natural"
O jornalista Lúcio Flávio Pinto, filho do deputado estadual Elias Pinto, condenou, em entrevista à BBC Brasil, o novo projeto de divisão do
Atualizado em 07/12/2011 às 16:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
O jornalista Lúcio Flávio Pinto, filho do deputado estadual Elias Pinto (mentor do projeto de separação do Pará), condenou, em entrevista à BBC Brasil, o "novo projeto" de divisão da região em dois estados diferentes: Tapajós, ao norte, e Carajás, ao sul. "O projeto que foi apresentado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) não tem nada a ver com essa longa história de expectativas e aspirações sobre Tapajós", ressaltou o profissional, que é natural de Santarém, a suposta capital de Tapajós, caso a medida, de fato, aconteça.
Flávio Pinto observou que, com a nova divisão, o vale do Xingu, onde provavelmente será instalada a usina de Belo Monte, seria subordinado a Tapajós, apesar de não ter nenhum relacionamento político ou histórico com a região e ser tão distante da possível capital quanto seria de Belém, a futura sede de Carajás. "Vamos ter todos erros dessa centralização em Belém, longínqua, e nenhum dos benefícios que são prometidos da administração pública mais próxima dos cidadãos. Então, esse projeto está falho no nascedouro, não posso concordar".
Além disso, o profissional acredita que a região de Carajás, historicamente ocupada por moradores de outros locais do Brasil, que se deslocaram para trabalhar em obras como a Transamazônica ou o Projeto Carajás de Mineração, da Vale, "será alvo de maior desmatamento e exploração natural" caso seja instituída como um novo Estado. "[Isto] consolidaria uma das maiores destruições que já ocorreram no Brasil e na história humana: a da floresta e dos recursos naturais do sul do Pará".
Autor de 12 livros sobre a Amazônica, Flávio Pinto critica, constantemente, as formas de produção locais, alegando que "muito é desenvolvido para as empresas que exploram a região e pouco é feito para as famílias que ali habitam".
Com informações da .
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Flávio Pinto observou que, com a nova divisão, o vale do Xingu, onde provavelmente será instalada a usina de Belo Monte, seria subordinado a Tapajós, apesar de não ter nenhum relacionamento político ou histórico com a região e ser tão distante da possível capital quanto seria de Belém, a futura sede de Carajás. "Vamos ter todos erros dessa centralização em Belém, longínqua, e nenhum dos benefícios que são prometidos da administração pública mais próxima dos cidadãos. Então, esse projeto está falho no nascedouro, não posso concordar".
Além disso, o profissional acredita que a região de Carajás, historicamente ocupada por moradores de outros locais do Brasil, que se deslocaram para trabalhar em obras como a Transamazônica ou o Projeto Carajás de Mineração, da Vale, "será alvo de maior desmatamento e exploração natural" caso seja instituída como um novo Estado. "[Isto] consolidaria uma das maiores destruições que já ocorreram no Brasil e na história humana: a da floresta e dos recursos naturais do sul do Pará".
Autor de 12 livros sobre a Amazônica, Flávio Pinto critica, constantemente, as formas de produção locais, alegando que "muito é desenvolvido para as empresas que exploram a região e pouco é feito para as famílias que ali habitam".
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