Livro reúne artigos sobre aplicação de conteúdos jornalísticos para tablets
Tomar conhecimento das possibilidades da era digital e aplicar novas ideias no dia a dia parece ser a alternativa para as redações que querem inovar na disponibilidade de seus conteúdos.
Atualizado em 14/03/2014 às 15:03, por
Alana Rodrigues*.
Para isso, os tablets, dispositivos cujos painéis não ultrapassam 10 polegadas e nasceram com conexão 3G e wi-fi, aparecem como recursos transformadores do hábito de leitura das publicações.
Crédito:Divulgação Obra analisa jornalismo para tablets
Mas como lidar com esse meio de produção? É preciso alterar o formato da notícia? Como as empresas jornalísticas podem investir? Essas e outras questões foram respondidas no livro “Jornalismo para Tablets: Prática e Pesquisa”, editado pelo Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pela editora Insular.
A obra, já está à venda no da editora, reúne artigos que analisam experiências aplicadas e teóricas realizadas na graduação e na pós-graduação durante os últimos dois ano sob a coordenação da Professora Dra. Rita Paulino e organização de Vivian Rodrigues. Elas integram o Núcleo de Estudos e Produção Hipermídia/UFSC (Nephi-Jor) e da Rede de Pesquisa Aplicada Jornalismo e Tecnologias Digitais (Rede JorTec).
Rita conta que se interessou pelo tema quando a Adobe disponibilizou acesso livre à nuvem de fólios - artigos que dão origem aos aplicativos de conteúdo para tablets. Com a abertura, era possível explorar, sem custo, o mundo dos aplicativos. Deste modo, a pesquisadora começou a estudar a produção de conteúdos digitais para a mídia e pôde oferecer a primeira disciplina no curso de Jornalismo da UFSC sobre o assunto. Os alunos produziram seus aplicativos de conteúdos a partir de uma grande reportagem e os trabalhos foram compilados no livro.
“Na época, nem tablet eu tinha, mas contava com a possibilidade de um visualizador da Adobe que simulava a apresentação do conteúdo interativo no computador. Para uma diagramadora acostumada com o glamour do design para o impresso e uma webdesigner habituada com o online, o mundo dos tablets me proporcionou o casamento dessas duas áreas em um mesmo artefato ou dispositivo”, explica.
Para ela, a relação entre a migração de conteúdo jornalístico para novos dispositivos, como o tablet, ainda é carente de debate no Brasil, uma vez que os grupos de comunicação não dispõem de bibliografia específica. “A cultura midiática ainda é pouco divulgada para os jornalistas acostumados no impresso, além da falta de mobilização por parte das empresas de comunicação no sentido de preparar o jornalista para lidar com as novas tecnologias. Esses problemas fazem com que essa prática se distancie do dia a dia das redações”, diz.
Segundo ela, os tablets não surgiram para acabar com o papel, mas para convergir elementos do rádio, da televisão, da web e do próprio jornal impresso. Ação que, de acordo com Rita, solidifica o sentido da convergência midiática. “Está tudo à disposição... Mas claro, uma pauta midiática precisa ser pensada e estruturada, para o leitor não ficar perdido”, enfatiza.
A professora ressalta que as empresas jornalísticas podem aproveitar o recurso para trazer os conceitos de segunda tela, explorar a área de dados, prolongando em infografias dinâmicas, investir em cadernos especiais temáticos e interativos, na área de games interligado ao jornalismo e, inclusive, no resgate da história em quadrinhos.
Nas redações, o primeiro a pensar nisso foi Rupert Murdoch ao apresentar o jornal Daily em formato exclusivo para o iPad. Rita dedicou sua pesquisa aos jornais Huffington Post , CNN e revistas como National Geographic , Rolling Stone , Inquire e The Red Bulletin que seguem na mesma linha. Enquanto isso, brasileiras como Globo a Mais, Estadão , a revista Superinteressante e Veja se destacaram na transferência de plataformas.
Os trabalhos desenvolvidos no livro também podem ser compartilhados com usuários que possuem conta Adobe e aplicativo Adobe Content Viewer no iPad ou tablets. O recurso deve ser solicitado pelo e-mail rcpauli@gmail.com.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.
Crédito:Divulgação Obra analisa jornalismo para tablets
Mas como lidar com esse meio de produção? É preciso alterar o formato da notícia? Como as empresas jornalísticas podem investir? Essas e outras questões foram respondidas no livro “Jornalismo para Tablets: Prática e Pesquisa”, editado pelo Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pela editora Insular.
A obra, já está à venda no da editora, reúne artigos que analisam experiências aplicadas e teóricas realizadas na graduação e na pós-graduação durante os últimos dois ano sob a coordenação da Professora Dra. Rita Paulino e organização de Vivian Rodrigues. Elas integram o Núcleo de Estudos e Produção Hipermídia/UFSC (Nephi-Jor) e da Rede de Pesquisa Aplicada Jornalismo e Tecnologias Digitais (Rede JorTec).
Rita conta que se interessou pelo tema quando a Adobe disponibilizou acesso livre à nuvem de fólios - artigos que dão origem aos aplicativos de conteúdo para tablets. Com a abertura, era possível explorar, sem custo, o mundo dos aplicativos. Deste modo, a pesquisadora começou a estudar a produção de conteúdos digitais para a mídia e pôde oferecer a primeira disciplina no curso de Jornalismo da UFSC sobre o assunto. Os alunos produziram seus aplicativos de conteúdos a partir de uma grande reportagem e os trabalhos foram compilados no livro.
“Na época, nem tablet eu tinha, mas contava com a possibilidade de um visualizador da Adobe que simulava a apresentação do conteúdo interativo no computador. Para uma diagramadora acostumada com o glamour do design para o impresso e uma webdesigner habituada com o online, o mundo dos tablets me proporcionou o casamento dessas duas áreas em um mesmo artefato ou dispositivo”, explica.
Para ela, a relação entre a migração de conteúdo jornalístico para novos dispositivos, como o tablet, ainda é carente de debate no Brasil, uma vez que os grupos de comunicação não dispõem de bibliografia específica. “A cultura midiática ainda é pouco divulgada para os jornalistas acostumados no impresso, além da falta de mobilização por parte das empresas de comunicação no sentido de preparar o jornalista para lidar com as novas tecnologias. Esses problemas fazem com que essa prática se distancie do dia a dia das redações”, diz.
Segundo ela, os tablets não surgiram para acabar com o papel, mas para convergir elementos do rádio, da televisão, da web e do próprio jornal impresso. Ação que, de acordo com Rita, solidifica o sentido da convergência midiática. “Está tudo à disposição... Mas claro, uma pauta midiática precisa ser pensada e estruturada, para o leitor não ficar perdido”, enfatiza.
A professora ressalta que as empresas jornalísticas podem aproveitar o recurso para trazer os conceitos de segunda tela, explorar a área de dados, prolongando em infografias dinâmicas, investir em cadernos especiais temáticos e interativos, na área de games interligado ao jornalismo e, inclusive, no resgate da história em quadrinhos.
Nas redações, o primeiro a pensar nisso foi Rupert Murdoch ao apresentar o jornal Daily em formato exclusivo para o iPad. Rita dedicou sua pesquisa aos jornais Huffington Post , CNN e revistas como National Geographic , Rolling Stone , Inquire e The Red Bulletin que seguem na mesma linha. Enquanto isso, brasileiras como Globo a Mais, Estadão , a revista Superinteressante e Veja se destacaram na transferência de plataformas.
Os trabalhos desenvolvidos no livro também podem ser compartilhados com usuários que possuem conta Adobe e aplicativo Adobe Content Viewer no iPad ou tablets. O recurso deve ser solicitado pelo e-mail rcpauli@gmail.com.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.





