Livro retrata dificuldades de fotógrafos para trabalhar na ditadura de Pinochet
Após o golpe de Estado de 11 de setembro de 1973, uma geração de fotógrafos se formou nas ruas do Chile. Os profissionais enfrentavam uma das piores ditaduras da América Latina para fazer imagens de denúncia.
Segundo a Folha de S.Paulo , para relembrar os 40 anos do golpe, completados na última quarta-feira (11/9), muitos registros da época estão sendo reunidos em livros como o recém-lançado "Chile 1973-1990 - A Ditadura de Pinochet" (Lom Ediciones), de Alejandro Hoppe, Claudio Pérez, Héctor López e Marcelo Montecino.
O fotógrafo Claudio Pérez afirma que sua geração aprendeu a fotografar nas manifestações. "Tivemos que aguentar a dor, a pena, os sentimentos mais profundos durante o ato de fotografar", relatou.
Ele conta ainda que trabalhou com medo durante os sete anos em que cobriu os protestos. No entanto, quando um colega de 19 anos foi preso e queimado vivo ao registrar um protesto na periferia de Santiago, passou a ter pânico.





