Livro diz que famoso jornalista britânico tinha vida dupla como serial killer
"Numb: Diary of a war correspondent" revela o suposto diário de um popular correspondente de guerra no Reino Unido.
Atualizado em 10/04/2015 às 18:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Um livro publicado em abril no Reino Unido garante que um famoso jornalista britânico teria sido, em segredo, um serial killer. "Numb: Diary of a war correspondent" ("Entorpecido: diário de um correspondente de guerra", em português) não revela o nome de seu biografado, mas relata uma série de supostos assassinatos, estupros e torturas descritos em seu diário pessoal.
Crédito:Reprodução Autor do livro não revela a identidade do jornalista serial killer
Segundo o The Guardian , nem mesmo o autor do livro revela sua identidade. O escritor, que atua como ghost writer no Reino Unido, usa o pseudônimo Louis La Roc. Ele diz ter entrado em contato com a viúva do jornalista (chamado de "Alan Buckby" na obra) que lhe reveleu o conteúdo de seus diários. O personagem teria morrido em 2014, aos 55 anos.
De acordo com o livro, "Buckby" começou sua vida dupla em meados da década de 1980, quando foi correspondente na Irlanda do Norte. O jornalista teria assistido a um grupo paramilitar torturar até a morte um rebelde do Exército Republicano Irlandês (IRA, na sigla em inglês). A partir de então, e por 30 anos, ele praticou uma série de crimes em Londres, anotando os detalhes e os nomes das vítimas em seus diários.
O autor do livro também diz que Buckby cometeu muitos desses crimes durante coberturas em outros países, como Bósnia, Iraque e Síria. La Roc diz que confirmou a veracidade dos fatos pesquisando os nomes das vítimas no Google. "Numb", porém, gerou dúvidas na imprensa britânica por não indicar nenhum nome ou dado real a respeito da história.
O Guardian procurou a Libertie Press, editora do livro, para saber como a empresa verificou a autenticidade das informações. "Eu admito que existem algumas questões duvidosas, mas nós defendemos firmemente o livro em âmbito legal", disse Sean O’Keeffe, diretor do grupo.
Questionado sobre os outros livros supostamente escritos por La Roc - sobre "um pop star global", "uma atriz de Hollywood" e um "famoso técnico de futebol", segundo as palavras do autor, que não revela sequer os títulos das obras - O’Keeffe disse: "Não estou sabendo sobre eles. Talvez, pensando agora, eu deveria ter perguntado".
Crédito:Reprodução Autor do livro não revela a identidade do jornalista serial killer
Segundo o The Guardian , nem mesmo o autor do livro revela sua identidade. O escritor, que atua como ghost writer no Reino Unido, usa o pseudônimo Louis La Roc. Ele diz ter entrado em contato com a viúva do jornalista (chamado de "Alan Buckby" na obra) que lhe reveleu o conteúdo de seus diários. O personagem teria morrido em 2014, aos 55 anos.
De acordo com o livro, "Buckby" começou sua vida dupla em meados da década de 1980, quando foi correspondente na Irlanda do Norte. O jornalista teria assistido a um grupo paramilitar torturar até a morte um rebelde do Exército Republicano Irlandês (IRA, na sigla em inglês). A partir de então, e por 30 anos, ele praticou uma série de crimes em Londres, anotando os detalhes e os nomes das vítimas em seus diários.
O autor do livro também diz que Buckby cometeu muitos desses crimes durante coberturas em outros países, como Bósnia, Iraque e Síria. La Roc diz que confirmou a veracidade dos fatos pesquisando os nomes das vítimas no Google. "Numb", porém, gerou dúvidas na imprensa britânica por não indicar nenhum nome ou dado real a respeito da história.
O Guardian procurou a Libertie Press, editora do livro, para saber como a empresa verificou a autenticidade das informações. "Eu admito que existem algumas questões duvidosas, mas nós defendemos firmemente o livro em âmbito legal", disse Sean O’Keeffe, diretor do grupo.
Questionado sobre os outros livros supostamente escritos por La Roc - sobre "um pop star global", "uma atriz de Hollywood" e um "famoso técnico de futebol", segundo as palavras do autor, que não revela sequer os títulos das obras - O’Keeffe disse: "Não estou sabendo sobre eles. Talvez, pensando agora, eu deveria ter perguntado".





