Livro discute o tratamento dado pela mídia inglesa ao Islamismo

Livro discute o tratamento dado pela mídia inglesa ao Islamismo

Atualizado em 13/04/2011 às 10:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Um livro lançado na última quinta-feira,dia 7 de abril, levanta a discussão sobre a abordagem da mídia inglesa a respeito do Islamismo. " Pointing the Finger: Islam and Muslims in the British Media" , publicado pela Oneworld Publications e editado por Julian Petley e Robin Richardson fala sobre a tendência dos veículos ingleses em abordar informações relacionadas a muçulmanos ou ao Islamismo a partir de uma visão preconceituosa e enganosa.
O livro ressalta a responsabilidade que mídia assumiu em perpetuar "mitos" que envolvem a religião islâmica, gerando uma postura negativa na imprensa e no público.
O jornalista do The Guardian, Roy Greenslade comentou a respeito do lançamento do livro e reconheceu o papel da mídia na hora de "moldar as visões do público sobre as minorias". "São os mitos sobre o Islã gerados pela imprensa que alimentam os mal-entendidos e o preconceito, e portanto demonizam a discussão racional", explicou Greenslade.
O Daily Star é apontado como um dos veículos com "agenda anti-muçulmana". No início do ano, o político conservador britânico, Baroness Warsi, afirmou que o preconceito aos muçulmanos havia se tornado "socialmente aceitável" no Reino Unido e que a mídia tinha desempenhado um papel importante neste aspecto, reportou a BBC.
A discussão do livro é suscitada em um momento em que a mídia brasileira também enfrenta o desafio de abordar racionalmente o Islamismo em sua cobertura. O recente Massacre em Realengo (RJ), que deixou 12 crianças mortas e outras dezenas feridas, foi cometido por Wellington Menezes, um fanático religioso muçulmano. A ênfase dada ao fato de ele ser muçulmano evidencia como a mídia explora o assunto como se fosse uma das causas do massacre, gerando uma visão negativa sobre o Islã na população.
Paulo Henrique Amorim postou em seu blog "Conversa Afiada" uma crítica à cobertura nacional do massacre, acusando os veículos brasileiros de reproduzir o estilo de mídia "norte-americana", a qual ele diz ter interesse em "engajar o Brasil na difamação de religiões", sobretudo o Islamismo, e que a imprensa teria papel crucial.



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