Livro de Miriam Leitão será adaptado em série por Denise Saraceni e Maria Adelaide Amaral
O livro “Tempos extremos”, primeiro romance de ficção da jornalista Miriam Leitão, de O Globo e GloboNews, ganhará uma versão televisiva que será exibida na TV Globo.
Atualizado em 13/11/2014 às 16:11, por
Vanessa Gonçalves.
romance de ficção da jornalista Miriam Leitão, de O Globo e GloboNews, ganhará uma versão televisiva que será exibida na TV Globo. Com roteiro de Maria Adelaide Amaral e direção de Denise Saraceni, a série ainda contará com o tocante depoimento da colunista sobre as torturas que sofreu durante a prisão na ditadura militar.
Crédito:Divulgação Obra de Miriam Leitão será adaptada em série da TV Globo
À IMPRENSA, Miriam revela que recebeu com surpresa o convite de Maria Adelaide e Denise para transformar o livro num produto televisivo. “Elas é que me convenceram. Na conversa com elas eu vi que gostaram do livro de fato e isso me deixou muito feliz”, comenta.
A obra, que ainda não tem data para estrear na telinha, trata de duas histórias que se cruzam: a escravidão e a ditadura, traçando um paralelo entre períodos que, à primeira vista, são distintos, mas com o desenrolar do enredo, acabam se entrelaçando. “Na ficção a gente pode tudo, então eu quebro a barreira do tempo. Criei uma história de ação em dois tempos, mas há contato entre esses dois tempos. Então, trata dessas duas feridas do Brasil”, conta Miriam.
Segundo a jornalista, as responsáveis pela adaptação para a TV escolheram a obra porque acharam que é uma “história muito brasileira”. Embora trate de períodos trágicos, Miriam Leitão revela que é um livro que fala de esperança. “Os assuntos são pesados, mas trabalhei bastante no texto para envolver o leitor na história, sem reduzir o peso, claro”.
Miriam revela que sua grande satisfação com este livro é o elogio do escritor Alberto Mussa. De acordo com o autor, a jornalista conseguiu fazer com que os escravos fossem sujeitos de sua própria história, o que geralmente não acontece em obras que relatam o período. “Eles não foram tratados como o outro, pela perspectiva branca. Eles comandam a própria história. Eles é que vão atravessar a barreira do tempo”, conta.
Paixão por história
Como “Tempos Extremos” é uma obra de ficção, a autora não incluiu em suas páginas sua própria história nos porões da ditadura militar. Porém, a pedido de Maria Adelaide Amaral e Denise Saraceni, seu relato sobre as torturas vividas no cárcere no regime militar serão incorporadas na série. “Confio inteiramente nelas. Acho que vão fazer as adaptações necessárias. E a Maria Adelaide me pediu isso porque achou meu depoimento muito forte e queria trabalhar com as ideias das coisas que eu tinha descrevido ali”.
A jornalista revela que há uma personagem que passa por torturas no livro, porém, sem muitas descrições. “Estava mais interessada em descrever os sentimentos de um escravo e de um torturado. Estava mais querendo responder essas perguntas do que descrever horrores”, comenta. Crédito:Divulgação Livro da jornalista foi lançado este ano
De alguma forma, a paixão de Miriam pela história, curso que deixou de lado para se dedicar ao jornalismo, influenciou na produção deste livro. Seu interesse pelos estudos sobre o período da escravidão ajudaram, inconscientemente, a escritora em encontrar os elementos históricos presentes na obra. “Eu não sabia que estava me preparando para escrever este livro. Eu tinha uma ‘obsessão’ em estudar sobre a escravidão e isso me ajudou muito”, revela. Para a jornalista, “se a gente não entender isso em toda sua profundidade, não entendemos o Brasil”.
Sem a pretensão de ser uma história que funcione como uma aula de história, “Tempos Extremos” tem um pano de fundo muito bem traçado por conta dessa ‘obsessão’ da autora com o tema. “A ditadura eu vivi, a escravidão eu estudei”, completa.
Com dois novos livros planejados para lançar em 2015 — um infantil e um de não ficção, Miriam Leitão aguarda a exibição da série, torcendo para que o público possa se emocionar com esta história bem brasileira.
Crédito:Divulgação Obra de Miriam Leitão será adaptada em série da TV Globo
À IMPRENSA, Miriam revela que recebeu com surpresa o convite de Maria Adelaide e Denise para transformar o livro num produto televisivo. “Elas é que me convenceram. Na conversa com elas eu vi que gostaram do livro de fato e isso me deixou muito feliz”, comenta.
A obra, que ainda não tem data para estrear na telinha, trata de duas histórias que se cruzam: a escravidão e a ditadura, traçando um paralelo entre períodos que, à primeira vista, são distintos, mas com o desenrolar do enredo, acabam se entrelaçando. “Na ficção a gente pode tudo, então eu quebro a barreira do tempo. Criei uma história de ação em dois tempos, mas há contato entre esses dois tempos. Então, trata dessas duas feridas do Brasil”, conta Miriam.
Segundo a jornalista, as responsáveis pela adaptação para a TV escolheram a obra porque acharam que é uma “história muito brasileira”. Embora trate de períodos trágicos, Miriam Leitão revela que é um livro que fala de esperança. “Os assuntos são pesados, mas trabalhei bastante no texto para envolver o leitor na história, sem reduzir o peso, claro”.
Miriam revela que sua grande satisfação com este livro é o elogio do escritor Alberto Mussa. De acordo com o autor, a jornalista conseguiu fazer com que os escravos fossem sujeitos de sua própria história, o que geralmente não acontece em obras que relatam o período. “Eles não foram tratados como o outro, pela perspectiva branca. Eles comandam a própria história. Eles é que vão atravessar a barreira do tempo”, conta.
Paixão por história
Como “Tempos Extremos” é uma obra de ficção, a autora não incluiu em suas páginas sua própria história nos porões da ditadura militar. Porém, a pedido de Maria Adelaide Amaral e Denise Saraceni, seu relato sobre as torturas vividas no cárcere no regime militar serão incorporadas na série. “Confio inteiramente nelas. Acho que vão fazer as adaptações necessárias. E a Maria Adelaide me pediu isso porque achou meu depoimento muito forte e queria trabalhar com as ideias das coisas que eu tinha descrevido ali”.
A jornalista revela que há uma personagem que passa por torturas no livro, porém, sem muitas descrições. “Estava mais interessada em descrever os sentimentos de um escravo e de um torturado. Estava mais querendo responder essas perguntas do que descrever horrores”, comenta. Crédito:Divulgação Livro da jornalista foi lançado este ano
De alguma forma, a paixão de Miriam pela história, curso que deixou de lado para se dedicar ao jornalismo, influenciou na produção deste livro. Seu interesse pelos estudos sobre o período da escravidão ajudaram, inconscientemente, a escritora em encontrar os elementos históricos presentes na obra. “Eu não sabia que estava me preparando para escrever este livro. Eu tinha uma ‘obsessão’ em estudar sobre a escravidão e isso me ajudou muito”, revela. Para a jornalista, “se a gente não entender isso em toda sua profundidade, não entendemos o Brasil”.
Sem a pretensão de ser uma história que funcione como uma aula de história, “Tempos Extremos” tem um pano de fundo muito bem traçado por conta dessa ‘obsessão’ da autora com o tema. “A ditadura eu vivi, a escravidão eu estudei”, completa.
Com dois novos livros planejados para lançar em 2015 — um infantil e um de não ficção, Miriam Leitão aguarda a exibição da série, torcendo para que o público possa se emocionar com esta história bem brasileira.





