Livro de jornalista do "Valor Econômico" analisa candidatos à Presidência da República
Maria Cristina Fernandes abordou o lado literário dos presidenciáveis.
Atualizado em 25/08/2014 às 16:08, por
Alana Rodrigues*.
A literatura caminha junto à trajetória política dos três principais candidatos à Presidência da República. A jornalista Maria Cristina Fernandes, editora de "Política" e colunista do jornal Valor Econômico desde 2000, confirma isso no livro , publicado pela Companhia das Letras.
Crédito:Ana Paula Paiva/Valor Econômico Jornalista traça perfil de candidatos à Presidência em novo livro Dilma Rousseff (PT), por exemplo, encantou-se pela conquista do poder de "Filoctetes", de Sófocles. Aécio Neves (PSDB) escolhe "Noites Tropicais", de Nelson Motta, como a obra que ajuda a entender sua vida. Já Eduardo Campos (PSB), elegeu "Infância" e "Memórias do Cárcere", de Graciliano Ramos.
O e-book de 64 páginas foi lançado cinco dias antes da morte de Campos, o que para a autora não deixa de ser atual. "Vai ficar como aprendizado e para as pessoas terem oportunidade de ler sobre ele", diz. Por conta do ritmo acelerado da campanha, a jornalista explica não terá tempo de publicar o perfil de Marina Silva (PSB), que será abordada em análises no jornal.
Maria Cristina encaixou a apuração em sua rotina de trabalho e entre entrevistas com os candidatos, exceto com Dilma, ou com pessoas próximas a eles. A jornalista aborda as obras que influenciaram a vida e formação de cada um. "A ideia me encantou porque gosto de escrever histórias de gente e pude entrar na vida desses candidatos", relata.
Raio-x dos presidenciáveis
Segundo a jornalista, Dilma é quem mais lê entre os candidatos e, apesar de não lhe dar acesso, descobriu outro lado da candidata ao ouvir seu entorno. "A gente sempre ouviu muito dessa coisa da coragem dela, como na ditadura, de enfrentar os torturadores. Na apuração desse perfil, eu descobri a Dilma que também tem medos. O principal, talvez, é o medo de enfrentar erros", destaca.
Já Aécio, lembrado pelo berço político, surpreendeu a jornalista na maneira como conduziu sua candidatura no PSDB. "Ele esperou que o PSDB paulista estivesse inviabilizado para se firmar como candidato. A forma como trabalhou essa coisa da política mineira também é um lado pouco conhecido”, explica.
A apuração sobre Eduardo Campos, personagem que Maria Cristina conhecia há mais tempo, confirmou a percepção da jornalista de que ainda não se sentia à vontade com a presença de Marina Silva na aliança. "Ele ainda não dominava a situação. Não sabia como lidar nos dois casos: o de derrota e de vitória", explica.
Imprensa nas eleições
Para a jornalista, "não há territórios proibidos na campanha" e a imprensa tem abordado todos os lados do assunto. Em contrapartida, aponta que sente falta de investimentos em reportagem de maior fôlego, diluídas com a preocupação da cobertura do factual.
No site do Valor é possível conferir alguns trechos sobre os candidatos:
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.
Crédito:Ana Paula Paiva/Valor Econômico Jornalista traça perfil de candidatos à Presidência em novo livro Dilma Rousseff (PT), por exemplo, encantou-se pela conquista do poder de "Filoctetes", de Sófocles. Aécio Neves (PSDB) escolhe "Noites Tropicais", de Nelson Motta, como a obra que ajuda a entender sua vida. Já Eduardo Campos (PSB), elegeu "Infância" e "Memórias do Cárcere", de Graciliano Ramos.
O e-book de 64 páginas foi lançado cinco dias antes da morte de Campos, o que para a autora não deixa de ser atual. "Vai ficar como aprendizado e para as pessoas terem oportunidade de ler sobre ele", diz. Por conta do ritmo acelerado da campanha, a jornalista explica não terá tempo de publicar o perfil de Marina Silva (PSB), que será abordada em análises no jornal.
Maria Cristina encaixou a apuração em sua rotina de trabalho e entre entrevistas com os candidatos, exceto com Dilma, ou com pessoas próximas a eles. A jornalista aborda as obras que influenciaram a vida e formação de cada um. "A ideia me encantou porque gosto de escrever histórias de gente e pude entrar na vida desses candidatos", relata.
Raio-x dos presidenciáveis
Segundo a jornalista, Dilma é quem mais lê entre os candidatos e, apesar de não lhe dar acesso, descobriu outro lado da candidata ao ouvir seu entorno. "A gente sempre ouviu muito dessa coisa da coragem dela, como na ditadura, de enfrentar os torturadores. Na apuração desse perfil, eu descobri a Dilma que também tem medos. O principal, talvez, é o medo de enfrentar erros", destaca.
Já Aécio, lembrado pelo berço político, surpreendeu a jornalista na maneira como conduziu sua candidatura no PSDB. "Ele esperou que o PSDB paulista estivesse inviabilizado para se firmar como candidato. A forma como trabalhou essa coisa da política mineira também é um lado pouco conhecido”, explica.
A apuração sobre Eduardo Campos, personagem que Maria Cristina conhecia há mais tempo, confirmou a percepção da jornalista de que ainda não se sentia à vontade com a presença de Marina Silva na aliança. "Ele ainda não dominava a situação. Não sabia como lidar nos dois casos: o de derrota e de vitória", explica.
Imprensa nas eleições
Para a jornalista, "não há territórios proibidos na campanha" e a imprensa tem abordado todos os lados do assunto. Em contrapartida, aponta que sente falta de investimentos em reportagem de maior fôlego, diluídas com a preocupação da cobertura do factual.
No site do Valor é possível conferir alguns trechos sobre os candidatos:
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.





