Livro de Bento XVI sobre liturgia é apresentado no Vaticano
Livro de Bento XVI sobre liturgia é apresentado no Vaticano
Nesta quarta-feira (22), foi apresentada, no Vaticano, a "Opera Omnia", em alemão, de Bento XVI. O livro, que seria o equivalente a uma coletânea de todas as obras produzidas pelo pontífice, se compõe de 16 tomos, sendo este o décimo primeiro da liturgia.
Aproveitando a ocasião, Joseph Ratzinger contou que, quando era cardeal, pensou em eliminar um polêmico capítulo da publicação, chamado "O espírito da liturgia", de 2000, em que defendia a celebração de missas de costas para os fiéis. Mas, de acordo com reportagem da agência Efe, resolveu mantê-lo porque estudos posteriores "demonstraram que era correta a idéia de base".
Bento XVI tratava, entre outros temas, da orientação do altar e dizia que era melhor o sacerdote dar as costas aos fiéis do que ao altar, o que lhe rendeu inúmeras críticas. Ele conta que diante da "distorção" criada sobre sua obra, "concentrada em nove páginas de um total das 200 do livro" e com o objetivo de que emergisse "seu autêntico tema", chegou a pensar, em várias ocasiões, em retirar o capítulo. No final, ressaltou o papa, estudos sucessivos ao livro - dos teólogos Lang e Heid - demonstraram "que as idéias de fundo eram corretas, ou seja, que a idéia de que os sacerdotes e fiéis devam se olhar de frente durante as preces, surgido na etapa moderna é completamente estranho aos antigos cristãos".
O papa acrescentou, na introdução do livro, que "por sorte" se aceita cada vez mais a proposta que fazia no capítulo da polêmica: "não mudar a disposição das igrejas, mas simplesmente colocar uma cruz no meio do altar, à qual olhem juntos sacerdotes e fiéis olhando ao Senhor". "O sacerdote e os fiéis não rezam um a outro, mas voltados ao Senhor", precisou a autoridade.
Na cerimônia de apresentação da "Opera Omnia", o bispo de Regensburg (Alemanha), Gerhard Ludwig Muller, foi o responsável pela divulgação da obra.
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