Livre de agrotóxicos

Livre de agrotóxicos

Atualizado em 07/02/2008 às 18:02, por Redação Revista IMPRENSA.



O repórter policial de O Globo , Antonio Werneck, e a médica Suzana Nogueira, sua esposa, uniram-se à engenheira agrônoma Márcia Moura em um projeto inusitado. Há quatro anos, eles decidiram comprar um sítio e investir no cultivo de produtos sem agrotóxicos. "A agricultura orgânica sempre esteve em nossos planos", diz o jornalista.

Desde então, todas as noites, Werneck deixa a redação depois do fechamento e encara três horas de estrada até o sítio Akotirene, em Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro. Chegando lá, coloca botas e vai cuidar das vacas (e do esterco que servirá de adubo) do apiário, do minhocário e da produção de húmus.

A rotina campestre tem sido uma terapia para Werneck. O veterano repórter, que cobriu conflitos em Moçambique, Angola e Namíbia, acumula prêmios importantes, como quatro "Tim Lopes de Jornalismo Investigativo" e um "Esso", conquistado em 2003, com a matéria "Traficantes nos Quartéis".

Já na roça, a pauta são os quatro hectares da propriedade destinados ao plantio rotativo de culturas como beterraba, cenoura, ervilha e batata-doce. Tudo orgânico. E tudo com a certificação da Abio (Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro), o que garante a inserção no mercado de orgânicos. A produção é vendida diretamente a uma rede de supermercados. "Eles recolhem tudo no sítio. Precisamos apenas plantar", conta.

Hoje os negócios vão muito bem, obrigado. Mas, no início, chegaram a perder 60% da produção por falta de experiência e dificuldade do manuseio. Com a situação equilibrada, Werneck já negocia com a Globo o abastecimento quinzenal dos restaurantes do jornal e do Projac. "Potencial para atender a demanda tem."

Leia a matéria completa na edição 231 de IMPRENSA