Livraria da Vila prepara semana especial dedicada a Maio de 1968

Livraria da Vila prepara semana especial dedicada a Maio de 1968

Atualizado em 27/05/2008 às 19:05, por Redação Portal IMPRENSA.

A Livraria da Vila, em São Paulo, preparou uma semana especial para debater o ano de 1968 e sua influência na cultura e política de todo o mundo. Tratando de temas como o cinema francês, a liberdade de imprensa, o trabalho do filósofo alemão Harbert Marcuse e a cultura de massas, as palestras vão do dia 27 ao dia 30 de maio.

E nesta quinta-feira (29), das 19h30 às 21h, o tema do bate-papo é Cultura de massa e os reflexos ideológicos na produção cultural da atualidade.

Participam da mesa Rogério de Campos, criador e editor da revista Animal e Paulo Eduardo Arantes, Doutor em Filosofia pela Universidade de Nanterre, que publicou, entre outros livros, "Zero à Esquerda (Conrad)" e foi editor da revista Discurso .

O livro:

Em meio a tantas memórias nostálgicas e revisões críticas, "Paris: Maio de 1968" se destaca como o retrato mais vívido e informado daqueles acontecimentos que abalaram a França e o mundo. E o mais divertido também.

O autor, um inglês anônimo, estava em uma posição privilegiada para observar o que aconteceu. Como estrangeiro, pôde circular de maneira livre em meio à guerra interna de tendências que acontecia na universidade invadida pelos estudantes. Mas era um anônimo muito bem informado, que entendeu rapidamente e com profundidade as discussões em andamento, soube estar nos lugares certos, nos momentos certos.

O livro foi publicado já no mês seguinte ao dos acontecimentos. É assinado pelo grupo inglês Solidarity, que apesar de pequeno teve uma influência imensa no desenvolvimento de uma versão libertária do pensamento marxista na Inglaterra. Mas pouco tempo depois, já se identificava qual especificamente dos anônimos integrantes do grupo Solidarity tinha escrito o livro: Maurice Brinton, um personagem fascinante e paradoxal.

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