Liminar desobriga Estado de Minas de publicar resposta da UFMG
Liminar desobriga Estado de Minas de publicar resposta da UFMG
Liminar desobriga Estado de Minas de publicar resposta da UFMG
PorO jornal Estado de Minas , de Belo Horizonte (MG), conseguiu, no último sábado (28), através de uma liminar concedida pelo desembargador Jirair Aram Meguerian, presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, reverter a decisão judicial que o obrigava a publicar, em sete páginas editoriais, um direito de resposta pedido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O pedido da Universidade foi impetrado após a publicação de reportagens que envolviam a instituição em denúncias sobre supostas irregularidades no uso de verba pública e nepotismo em cargos de direção.
As matérias em questão, veiculadas em série desde janeiro, se referem ao relatório elaborado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que cita o nome de 14 instituições acadêmicas em irregularidades administrativas e no uso dos recursos originados do Fundep (Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa).
De acordo com o repórter do Estado de Minas , Bernardino Furtado, todo o procedimento jornalístico foi realizado na apuração das informações. O jornalista afirma que o veículo entrou em contato diversas vezes, sem êxito, com a Coordenadoria da instituição, pedindo informações sobre o caso. "A UFMG não teve o direito de manifestação cerceado. As reportagens foram feitas de forma correta e não havia o objetivo de difamar a universidade, apenas mencionar os fatos".
Segundo a Universidade, o espaço pleiteado seria utilizado para responder as informações publicadas pelo jornal. A decisão, favorável à instituição em primeira instância, foi proferida pelo juiz Ronaldo Santos de Oliveira, da 4ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais.
Em nota, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) classificou a decisão em primeira instância como "descabido e desproporcional". Procurada pelo Portal IMPRENSA, a assessoria da Universidade Federal de Minas Gerais informou que emitirá, ainda nesta segunda-feira (30), uma nota oficial sobre o caso.
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