Líderes mundiais de mídia pedem a Trump que pare de atacar imprensa

Mais de 40 editores e diretores-executivos de meios de comunicação de 25 países assinaram uma carta em que manifestam preocupação com o tratamento do governo dos Estados Unidos aos meios de comunicação, veem risco à liberdade e pedem que o presidente Donald Trump pare de acusar e discriminar a imprensa.

Atualizado em 28/03/2017 às 11:03, por Redação Portal IMPRENSA.

A iniciativa é da Associação Mundial de Jornais (WAN-IFRA, na sigla em inglês). Crédito:Instagram/White House "Nós lembramos ao senhor que este é o papel de uma imprensa livre, protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos e o Artigo 19 da Declaração Universal dos Diretos Humanos e do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, para submeter governantes e as ações de cargos eleitos aos mais altos padrões de escrutínio", diz trecho da carta segundo a Folha de S.Paulo.
O documento também cita um tuíte em que Trump chamou o jornal "The New York Times" e as redes CNN, NBC, ABC e CBS de "imprensa de notícias falsas" e "inimigo do povo americano" e mostra preocupação com o tom dos comentários, que classifica de "altamente inflamável". O órgão cita ainda o episódio no qual jornalistas de quatro veículos críticos ao governo foram barrados da entrevista diária dada pelo porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, em fevereiro.
O texto propõe um encontro entre o governo norte-americano e os respresentantes dos meios de comunicação para tentar reconstruir essa relação cujo pilar é o da imprensa livre e crítica para a sociedade.