"Líder da associação estará livre para reorganizar o grupo", diz MPF sobre soltura de suspeito de mandar matar Bruno e Dom

Conhecido como Colômbia, Rubens Villar Coelho, que estava preso preventivamente desde 8 julho, sob suspeita de ser o mandante dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, teve sua soltura autorizada pela Justiça Federal do Amazonas na quinta-feira (6 out/22).

Atualizado em 10/10/2022 às 10:10, por Redação Portal IMPRENSA.



A Justiça reconheceu o direito de Colômbia de responder o processo em liberdade. Ele também é investigado por participação em organização criminosa armada e crimes ambientais. A liberdade provisória foi concedida mediante pagamento de fiança de R$ 15 mil e outras medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de moradia em Manaus.
MPF

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu da soltura. Para a procuradora Aline dos Santos, a liberdade beneficia a organização criminosa que atua na região de Atalaia do Norte. "O líder da associação estará livre para reorganizar o grupo. Há, dessa forma, alto risco de reiteração." Crédito:Reprodução Extra Rubens Villar Coelho também é investigado por esquema de caça e pesca ilegais para lavar dinheiro do narcotráfico Colômbia foi detido em flagrante por uso de documentos falsos ao ser ouvido na delegacia de Tabatinga sobre os assassinatos.
As mortes de Bruno e Dom ocorreram em junho último na Terra Indígena Vale do Javari, que fica no oeste do Estado do Amazonas, próxima à fronteira com Peru e Colômbia.
Colômbia, o suspeito, é apontado por indígenas como o mandante dos assassinatos. Ele também é investigado por coordenar um esquema de pesca e caça ilegais para lavar dinheiro do narcotráfico.
Outros três homens são investigados pelos assassinatos. Eles estão presos e devem ser julgados por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Bruno e Dom desapareceram quando faziam uma expedição jornalística na região do Vale do Javari. Eles foram vistos pela última vez em 5 de junho. Seus restos mortais só foram achados em 15 de junho. As vítimas foram mortas a tiros e os corpos foram queimados e enterrados. A polícia conseguiu chegar ao local com informações fornecidas por um dos investigados.