Líbia não entrega corpo de fotógrafo morto há sete semanas
Organizações de Direitos Humanos, a Human Rights Watch e o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) pedem que as autoridades líbias liberemo corpo do fotógrafo sul-africano, Anton Hammerl, morto há sete semanas, próximo a cidade de Brega, informa o CPJ.
Atualizado em 23/05/2011 às 12:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Human Rights Watch e o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) pedem que as autoridades líbias liberem o corpo do fotógrafo sul-africano, Anton Hammerl, morto há sete semanas, próximo a cidade de Brega, informa o CPJ.
Em declaração divulgada , a entidade também pede para que um inquérito seja aberto para investigar o papel das forças armadas na morte de Hammerl.
A imprensa sul-africana acusa as autoridades líbias de mentirem para as autoridades da África do Sul. Segundo a família de Hammerl, ainda, as autoridades líbias afirmavam até quatro semanas atrás que o fotógrafo estaria vivo e passava bem. Três colegas, que viajavam com ele e foram detidos no mesmo local, foram liberadas na semana passada. A família estranhou que Hammerl não estivesse entre eles, e então veio a notícia de que ele havia sido baleado no dia cinco de abril.
"As forças do governo líbio mataram Anton Hammerl há seis semanas e depois mentiram sobre o que aconteceu," disse Peter Bouckaert, diretor de emergências da Humans Right Watch. "Eles tinham o seu passaporte e sabiam que estava morto. Agora eles deviam pelo menos liberar o corpo e fornecer informações verdadeiras sobre seu destino". Segundo o CPJ, o governo sul-africano não prestou a devida atenção ao caso de Hammerl e deve trabalhar agora pela recuperação do corpo.
Segundo a lei humanitária internacional, aplicável ao conflito armado que ocorre na Líbia, os envolvidos no conflito têm obrigações em relação aos desaparecidos e mortos. A Líbia deve tomar todas as medidas necessárias para reportar sobre os desaparecidos durante os confrontos e informar as famílias sobre o que aconteceu com os mortos.

Em declaração divulgada , a entidade também pede para que um inquérito seja aberto para investigar o papel das forças armadas na morte de Hammerl.
A imprensa sul-africana acusa as autoridades líbias de mentirem para as autoridades da África do Sul. Segundo a família de Hammerl, ainda, as autoridades líbias afirmavam até quatro semanas atrás que o fotógrafo estaria vivo e passava bem. Três colegas, que viajavam com ele e foram detidos no mesmo local, foram liberadas na semana passada. A família estranhou que Hammerl não estivesse entre eles, e então veio a notícia de que ele havia sido baleado no dia cinco de abril.
"As forças do governo líbio mataram Anton Hammerl há seis semanas e depois mentiram sobre o que aconteceu," disse Peter Bouckaert, diretor de emergências da Humans Right Watch. "Eles tinham o seu passaporte e sabiam que estava morto. Agora eles deviam pelo menos liberar o corpo e fornecer informações verdadeiras sobre seu destino". Segundo o CPJ, o governo sul-africano não prestou a devida atenção ao caso de Hammerl e deve trabalhar agora pela recuperação do corpo.
Segundo a lei humanitária internacional, aplicável ao conflito armado que ocorre na Líbia, os envolvidos no conflito têm obrigações em relação aos desaparecidos e mortos. A Líbia deve tomar todas as medidas necessárias para reportar sobre os desaparecidos durante os confrontos e informar as famílias sobre o que aconteceu com os mortos.






