Liberdade de expressão continua restrita em Cuba, diz Anistia
Liberdade de expressão continua restrita em Cuba, diz Anistia
A liberdade de expressão e o direito de ir e vir continuam submetidos a graves restrições em Cuba em 2007, de acordo com relatório anual da AI (Anistia Internacional) publicado na última terça-feira (27).
A AI informou no documento que ao menos 62 pessoas continuavam presas "por suas opiniões ou atividades políticas não violentas", os chamados "presos de consciência". O relatório reconhece, no entanto, que quatro desses presos ganharam liberdade provisória e que 13 foram libertados por motivos de saúde.
O documento apontou também que houve intimidação, instigação e reclusão para dissidentes, jornalistas independentes, ativistas de direitos humanos e pessoas que criticam o governo, condenados, em sua maioria, pelo crime de "periculosidade social".
O relatório culpa o embargo americano pelo fato de a população cubana não poder desfrutar plenamente de direitos como alimentação, saúde e higiene, além de abalar a liberdade de circulação entre Cuba e Estados Unidos, o que restringe reuniões familiares.
As relações com os EUA continuaram tensas em 2007, lembra o documento, que também recorda que a Assembléia Geral da ONU aprovou, pelo 16º ano consecutivo, o pedido de fim do embargo contra Cuba.
A AI completa que, devido a reportagens sobre o país, todos os meios de comunicação impressos e audiovisuais seguiram sob controle estatal, e que não foram renovados os vistos de vários correspondentes estrangeiros.
A organização de defesa dos direitos humanos destaca ainda que cerca de 40 pessoas seguiam condenadas à morte no ano passado, embora a última execução conhecida tenha acontecido em abril de 2003.
Com informações da Efe
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